Após cirurgia, trabalhador lida com limitações severas na alimentação.
Francisco Ferreira da Silva, gari de 47 anos, lida com as sequelas de uma agressão brutal em Rio Branco.
Consequências de uma agressão brutal
Francisco Ferreira da Silva, um gari de 47 anos, passou por uma experiência traumática ao ser agredido com um tijolo enquanto realizava seu trabalho de coleta de lixo em Rio Branco, no mês passado. O incidente não apenas resultou em ferimentos físicos, mas também deixou o trabalhador enfrentando limitações severas na sua rotina diária. Após a agressão, ele foi submetido a uma cirurgia de osteossíntese, mas ainda lida com as sequelas que dificultam sua alimentação e sua vida social.
O histórico da agressão
No dia do ataque, Francisco estava realizando suas funções habituais quando um morador, insatisfeito por ele não ter recolhido uma garrafa PET deixada na calçada, decidiu agir de forma violenta. O gari, que se dedicou à coleta de resíduos por 14 anos, explicou que apenas havia coletado o lixo devidamente acondicionado. A situação rapidamente escalou, resultando na agressão que o deixou com um osso quebrado no rosto.
“O tijolo pegou primeiro nas minhas costas, quase no ombro e cortou, e depois pegou na minha cara quebrando um osso. Se tivesse pegado direto no rosto tinha quebrado tudo”, relatou Francisco, destacando a gravidade do ataque e o estado de choque em que se encontrava.
Recuperação e desafios financeiros
Após a cirurgia realizada em 17 de novembro, Francisco se vê limitado a uma dieta líquida e pastosa. Ele descreve a dor e a dificuldade em se alimentar de maneira normal, afirmando que até mesmo a dentadura não pode ser usada devido ao inchaço e à dor persistente. “Ainda está tudo inchado e dormente, a minha situação não está melhor não”, lamentou.
Além das dificuldades físicas, a situação financeira da família se agravou. Francisco, que sempre contribuiu para as despesas da casa, agora depende da renda da esposa, que trabalha como doméstica. Sem poder trabalhar devido à sua condição, ele aguarda uma perícia do INSS para ter acesso a benefícios que possam aliviar a pressão econômica.
Justiça e reparação
Francisco expressou o desejo de que o agressor seja responsabilizado, embora não deseje a prisão do homem. Ele afirmou que busca uma indenização para ajudar a cobrir as despesas médicas e o impacto financeiro que a agressão teve em sua vida. “Quero que ele pague uma indenização, não quero que vá preso, mas que a polícia intime ele a pagar”, declarou. Essa busca pela justiça não é apenas uma questão financeira, mas também um clamor por reconhecimento do sofrimento que ele e sua família estão enfrentando.
Reações da comunidade
A agressão a Francisco gerou comoção entre os colegas de trabalho, que realizaram uma paralisação em apoio ao gari. A empresa responsável pela coleta, Limpebras, registrou uma notícia crime e demonstrou apoio à vítima, enquanto a comunidade se mobiliza para exigir mais segurança para os trabalhadores que atuam nas ruas da cidade. A situação de Francisco Ferreira da Silva é um lembrete da vulnerabilidade enfrentada por muitos trabalhadores urbanos e da necessidade de proteção e justiça em casos de violência.





