Investigação envolve instalação de wi-fi e produtora de filme.

O vereador Hélio Rodrigues protocolou uma representação contra a Prefeitura de São Paulo por um contrato de R$ 108 milhões com uma produtora de filme.
A polêmica do contrato de R$ 108 milhões
O vereador Hélio Rodrigues (PT) protocolou uma representação contra a gestão da Prefeitura de São Paulo, questionando a validade de um contrato no valor de R$ 108 milhões. Este valor foi destinado à instalação de 5.000 pontos de wi-fi pela cidade, um projeto que levanta questões sobre a transparência e a escolha da entidade responsável pela execução.
O contrato e a produtora envolvida
O contrato foi firmado com o Instituto Conhecer Brasil, que tem laços com a produtora do filme ‘Dark Horse’, uma obra que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O vereador Rodrigues solicita, entre outros documentos, a íntegra do edital de chamamento público e a lista de entidades que participaram do processo de seleção. Além disso, ele pede esclarecimentos sobre os critérios utilizados para a escolha do Instituto.
Controvérsias e questionamentos
A polêmica se intensificou após a revelação de que a produtora do filme já havia recebido R$ 2 milhões em recursos públicos através de emendas parlamentares, que foram aprovadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura no governo Bolsonaro. Essa situação levanta suspeitas sobre a relação entre o financiamento público e a produção cinematográfica, especialmente em um projeto que pode ser visto como politicamente motivado.
Resposta da Prefeitura
Em resposta aos questionamentos do vereador, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirmou que a contratação do Instituto Conhecer Brasil ocorreu de forma “transparente e sem contestações”. A Prefeitura também garantiu que a organização social cumpriu todas as exigências do edital e que, até o momento, 3.200 pontos de wi-fi já foram implementados, com a previsão de concluir 1.800 pontos restantes até 2026.
O andamento do projeto
Até agora, foram repassados aproximadamente R$ 86 milhões da totalidade do contrato, referentes aos serviços executados. A situação continua a ser monitorada, e as próximas etapas do projeto serão cruciais para determinar se os objetivos iniciais estão sendo cumpridos e a que custo para o contribuinte paulista.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo





