Negociação avança para dissídio após rejeição da proposta pelos empregados.

Os trabalhadores dos Correios rejeitaram a proposta de acordo coletivo, levando a negociação para dissídio coletivo.
A rejeição da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho pelos trabalhadores dos Correios marca um momento decisivo nas negociações laborais. Na assembleia realizada no dia 23 de novembro de 2025, 18 sindicatos se opuseram à proposta, enquanto 16 a aprovaram.
Contexto da Negociação
A proposta dos Correios, apresentada durante a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), incluía uma recomposição salarial de 5,13% a ser implementada em abril de 2026, além de outras cláusulas que foram consideradas desfavoráveis pelos trabalhadores. A Fentect, que representa os empregados, criticou a insistência da empresa em impor condições que, segundo eles, retiram direitos e desconsideram a dura realidade enfrentada pelos trabalhadores.
Detalhes da Proposta Rejeitada
Os Correios apresentaram uma série de medidas que visavam a reestruturação financeira da empresa, incluindo um plano de demissão voluntária e a remodelagem dos planos de saúde. A proposta também previa a exclusão de cláusulas que tratavam do “ticket” mensal adicional, o que gerou ainda mais insatisfação entre os trabalhadores. O clima de descontentamento levou a Fentect a manter um indicativo de greve após a assembleia.
Caminhos Futuras e Implicações
Com o avanço da negociação para o dissídio coletivo, o presidente do TST convocou a Seção Especializada em Dissídios Coletivos para ficar de prontidão, caso seja necessário um julgamento imediato, mesmo durante o recesso de fim de ano. Este cenário indica que a situação pode se agravar, resultando em greves e manifestações por parte dos trabalhadores, que buscam garantir seus direitos em um momento de crise financeira para a estatal.
A crise dos Correios se agrava, com um prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, o que triplica o resultado negativo do ano anterior. Essa situação financeira delicada tem gerado um clima de tensão nas relações trabalhistas, com a empresa buscando formas de equilibrar suas contas ao mesmo tempo em que tenta atender às reivindicações dos funcionários.
As próximas semanas serão cruciais para determinar os rumos dessa negociação, com os trabalhadores se preparando para lutar por seus direitos e dignidade no ambiente de trabalho.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: m gerada por IA • Imagem gerada por IA/ Agência Brasil





