Medicamento aprovado pela Anvisa promete retardar avanço da doença em estágios iniciais

Anvisa aprova Leqembi, novo medicamento para Alzheimer em estágio inicial, que atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, retardando sintomas da doença.
O Leqembi, novo medicamento para Alzheimer aprovado pela Anvisa no final de 2025, representa um avanço no tratamento da doença em sua fase inicial. Desenvolvido pela farmacêutica Eisai, o remédio utiliza o anticorpo lecanemabe para reduzir a quantidade de placas beta-amiloides no cérebro, proteínas cuja acumulação é uma das principais características do Alzheimer.
Contexto do Tratamento e Estudo Clínico
A aprovação do Leqembi baseou-se em um estudo clínico que envolveu 1.795 pessoas diagnosticadas com Alzheimer em estágio inicial e com presença de placas beta-amiloides detectadas no cérebro. Divididos entre grupo tratado com o medicamento e grupo placebo, os participantes foram avaliados ao longo de 18 meses por meio da escala de demência CDR-SB, que mede a gravidade da doença.
Os resultados indicaram que os pacientes tratados com Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB, o que significa uma progressão mais lenta dos sintomas em comparação ao grupo que não recebeu o medicamento.
Como o Leqembi Atua no Cérebro
O lecanemabe, componente ativo do medicamento, é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga às placas beta-amiloides solúveis (protofibrilas) e fibrilares, facilitando sua remoção ou reduzindo seu acúmulo. Isso contribui para diminuir os efeitos neurodegenerativos associados ao Alzheimer. Essa abordagem inovadora atua diretamente em um dos fatores biológicos da doença.
Indicações e Contraindicações do Tratamento
- Indicação: Pacientes com diagnóstico de Alzheimer em fase inicial e presença de placas beta-amiloides no cérebro.
- Contraindicações: Pacientes com evidências de hemorragia intracerebral prévia, presença de mais de quatro micro-hemorragias, siderose superficial ou edema vasogênico indicativos de angiopatia amiloide cerebral (AAC).
- Restrição: Não deve ser iniciado em pacientes que estejam sob terapia anticoagulante contínua.
Administração e Possíveis Reações Adversas
- Apresentação: Solução para infusão intravenosa (IV), disponível em frascos-ampola de 2mL ou 5mL com concentração de 100 mg/mL.
- Dosagem recomendada: 10 mg/kg, administrada por infusão durante aproximadamente uma hora, a cada duas semanas.
- Reações adversas comuns: Podem ocorrer em mais de 10% dos pacientes e incluem reações relacionadas à infusão, pequenos sangramentos no cérebro (micro-hemorragias) e cefaleia.
Serviço e Segurança para Pacientes e Familiares
Para iniciar o tratamento com Leqembi, é essencial que os pacientes passem por avaliação médica completa, incluindo imagem por ressonância magnética para descartar contraindicações. O acompanhamento regular durante o uso do medicamento é fundamental para monitorar efeitos e ajustar o tratamento conforme necessário.
A introdução do Leqembi oferece uma nova alternativa para retardar a progressão do Alzheimer em seus estágios iniciais, mas é importante que pacientes e familiares mantenham diálogo constante com profissionais de saúde para uma gestão segura e eficaz da condição.
Com o avanço da medicina, o tratamento do Alzheimer ganha perspectivas promissoras, contribuindo para a qualidade de vida dos pacientes e a redução do impacto da doença na sociedade.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Grace Cary/Getty Images





