Repressão violenta marca manifestações contra crise econômica e governo islâmico

Protestos no Irã em 2026 já deixaram pelo menos 45 mortos, segundo ONG; Trump ameaça ação militar caso repressão continue.
A escalada dos protestos no Irã em 2026 já contabiliza pelo menos 45 mortos, segundo denúncia da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. A repressão violenta das forças de segurança evidencia a crise interna que permeia o país neste início de ano, motivada principalmente pela grave situação econômica e a desvalorização histórica da moeda nacional, o rial.
Crescimento dos protestos no contexto da crise econômica
Os protestos começaram no final de dezembro de 2025 na capital, Teerã, em resposta ao fechamento de um mercado popular e aos efeitos das sanções internacionais, que agravaram a inflação e a crise financeira local. Com a moeda despencando, a população passou a questionar abertamente a legitimidade do governo islâmico. As manifestações rapidamente se espalharam para 348 localidades em todas as 31 províncias do país, tornando-se as maiores desde as ondas de protestos de 2022, que ocorreram após a morte da jovem Mahsa Amini.
Repressão e impacto humano das manifestações
Segundo a IHR, a quarta-feira (8) de janeiro de 2026 foi o dia mais sangrento até agora, com 13 mortos confirmados naquele dia, totalizando 45 vítimas fatais, entre elas oito menores de idade. A organização relata ainda centenas de feridos e pelo menos 2 mil pessoas detidas. As forças de segurança são acusadas de usar força excessiva para conter os manifestantes, enquanto o presidente do parlamento iraniano, Masoud Pezeshkian, pede que a polícia diferencie manifestantes pacíficos dos chamados “desordeiros” que ameaçam a segurança nacional, solicitando contenção e evitando violência desnecessária.
Mortos: 45 confirmados, incluindo 8 menores
Feridos: Centenas
Prisões: Pelo menos 2 mil
Locais dos protestos: 348 em todas as províncias
Reação internacional e ameaças dos Estados Unidos
A crise no Irã ganhou repercussão internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou uma intervenção militar caso as autoridades iranianas comecem a matar pessoas nas manifestações. Trump declarou que Washington “atingirá com muita força” qualquer tentativa de repressão violenta. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, condenou o uso excessivo da força contra os manifestantes, reforçando a pressão diplomática sobre o governo iraniano.
Restrição de informações e apagões na internet
Com o aumento da repressão, o governo do Irã restringiu drasticamente o acesso à internet. Dados da empresa Cloudflare indicaram uma queda de cerca de 90% no tráfego da web na noite de 8 para 9 de janeiro, dificultando a comunicação e a cobertura dos protestos para o mundo externo. Essa prática de apagões e limitações no acesso já havia sido registrada em protestos anteriores nos anos de 2022 e 2023.
Serviço e segurança para quem acompanha os desdobramentos
Monitoramento: Acompanhe fontes confiáveis como agências internacionais e ONGs de direitos humanos.
Informações oficiais: Dados oficiais do governo iraniano são escassos e tendem à censura.
Segurança: Evite disseminar informações não confirmadas devido à intensa censura e desinformação.
Contexto global: Os protestos refletem tensões econômicas e políticas que podem ter impactos regionais e internacionais.
A situação no Irã em janeiro de 2026 segue delicada, com potencial para novos desdobramentos nos próximos dias, enquanto o mundo observa atento os protestos que desafiam um dos regimes mais rígidos do Oriente Médio.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Bandeira do Irã durante ato em Paris que apoia protestos no país





