Ali Khamenei, líder supremo do Irã, resiste a manifestações que buscam sua queda após décadas de governo

Ali Khamenei, líder do Irã há 35 anos, enfrenta o maior movimento popular contra seu governo em mais de três anos.
A trajetória de Ali Khamenei no comando do Irã
O líder do Irã, Ali Khamenei, está no poder há 35 anos, acumulando posições como líder religioso e político. Aos 86 anos, ele é o mais longevo chefe de Estado do Oriente Médio, exercendo controle absoluto sobre as políticas públicas do país. Inicialmente envolvido em movimentos contra o regime do xá Mohammad Reza Pahlevi, Khamenei estudou religião em Qom e foi influenciado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da revolução islâmica.
Sua primeira vitória política ocorreu em 1981, quando foi eleito presidente da República Islâmica com 95% dos votos, em um cenário eleitoral restrito e controlado. Em 1989, após a morte de Khomeini, Khamenei assumiu o cargo de líder supremo por meio de uma manobra constitucional que lhe permitiu superar a exigência formal do grau de marja, atingindo a posição máxima do poder no Irã.
Estrutura de poder e controle interno consolidada
Desde que assumiu como líder supremo, Khamenei estruturou a máquina pública iraniana para garantir seu controle. Ele criou e fortaleceu órgãos paralelos ao Estado tradicional, como a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), que atua como uma força militar e política própria, separada dos militares convencionais. Essa rede de instituições paralelas permite a Khamenei controlar diretamente setores estratégicos do país.
Além disso, investiu na consolidação de um império financeiro estimado em bilhões de dólares, baseado principalmente em propriedades confiscadas de cidadãos iranianos, incluindo minorias. Esse capital é utilizado para financiar suas ações políticas e manter a influência dentro do país.
Política externa marcada por confrontos e apoio a aliados regionais
A política externa do líder do Irã é caracterizada pelo apoio a grupos que servem como intermediários para confrontar adversários como Israel e os Estados Unidos. Entre esses aliados estão o Hezbollah no Líbano, o Hamas na Faixa de Gaza e os houthis no Iêmen, formando o chamado Eixo da Resistência. Esses grupos recebem financiamento e armamentos fornecidos pelo governo iraniano, amplificando a influência regional do país.
Resistência popular e repressão
Nos últimos anos, o Irã tem sido palco de diversas ondas de protestos contra o regime de Khamenei, com destaque para a mobilização de 2022 após a morte da jovem Mahsa Amini sob custódia da polícia moral. As manifestações, as maiores em décadas, tiveram forte participação feminina, especialmente por parte das iranianas que rejeitaram o uso obrigatório do lenço na cabeça.
O líder do Irã reagiu a esses movimentos com repressão violenta, resultando em centenas de mortos e prisões. Grupos de direitos humanos denunciam execuções de opositores exilados, censura a jornalistas e perseguição a intelectuais contrários ao regime, reforçando a linha dura adotada por Khamenei ao longo de seu governo.
O momento atual e os desafios para o futuro
Durante o 13º dia de protestos em 2026, manifestantes renovam as tentativas de derrubar Ali Khamenei, sinalizando um momento crítico para o regime iraniano. A persistência do líder no poder, mesmo diante de crise social intensa, reflete sua habilidade em manter o controle político e militar sobre o país.
No entanto, a continuidade dessas manifestações evidencia o descontentamento popular profundo e as tensões internas que podem desafiar a estabilidade do Irã nos próximos anos. A postura do líder do Irã sobre questões internas e externas continuará a impactar a dinâmica regional e as relações internacionais.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: O líder supremo do Irã, Ali Khamenei





