derrubada de 71 árvores no terreno do antigo colégio Bennett mobiliza moradores e autoridades no rio de janeiro

Moradores protestam contra derrubada de 71 árvores no Flamengo, questionando preservação ambiental em área tombada.
Derrubada de árvores no Flamengo mobiliza moradores e autoridades em 10 de janeiro
A derrubada de árvores no Flamengo tem causado forte reação dos moradores desde a manhã de 10 de janeiro, data em que a remoção de 71 exemplares aconteceu no terreno do antigo Colégio Bennett, no Rio de Janeiro. A manifestação contra a derrubada foi organizada pela associação de moradores do bairro e ocorreu na rua Marquês de Abrantes, com faixas criticando a obra e o prefeito Eduardo Paes (PSD). O terreno, protegido por decreto municipal de 2014, é tombado como patrimônio histórico, o que complica a situação da construção de duas torres residenciais com cerca de 350 apartamentos no local.
Relevância do tombamento e legislação ambiental na área do antigo Colégio Bennett
O decreto de tombamento firmado em 2014 protege o antigo Pavilhão São Clemente, a cavalariça, a guarita e o gradil que delimita o terreno, além de garantir que as árvores ali presentes estejam imunes ao corte. A legislação exige ainda que qualquer alteração na área seja submetida ao Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro. A derrubada de 67 árvores, a remoção de quatro já mortas e a preservação de nove exemplares nativos geraram questionamentos sobre o cumprimento dessas normas, principalmente considerando que o local é uma área tombada.
Investigação do Ministério Público e implicações para o projeto imobiliário
Diante da polêmica, o Ministério Público instaurou inquérito para apurar a legalidade da derrubada das árvores e o respeito às normas de proteção ambiental e cultural. A investigação visa verificar se as autorizações apresentadas e os procedimentos adotados estão em conformidade com a legislação vigente, tendo impacto direto no andamento do projeto imobiliário, que prevê a construção das torres residenciais. O descontentamento dos moradores reforça a pressão social para que o processo seja transparente e respeite tanto o meio ambiente quanto o patrimônio histórico.
Defesa da prefeitura: licenças e medidas compensatórias para preservar o meio ambiente
A prefeitura do Rio de Janeiro esclareceu que foram concedidas todas as licenças necessárias, incluindo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural, do Iphan e do Crea-RJ. O projeto inclui medidas compensatórias, como o plantio de 632 mudas nativas em áreas próximas do Flamengo e bairros vizinhos, além da preservação de nove árvores nativas no terreno. A administração municipal destaca ainda que o gradil poderá ser retirado temporariamente durante as obras, mas será reinstalado para garantir a restauração integral do casarão tombado.
Impacto da obra no bairro do Flamengo e desafios para o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação
O caso no Flamengo evidencia o desafio de conciliar o crescimento urbano e a construção civil com a preservação ambiental e cultural em áreas históricas. A remoção das árvores, principalmente em uma zona valorizada e tombada, suscita debates sobre os limites do desenvolvimento sustentável e a importância da participação da comunidade local nas decisões que afetam o ambiente e o patrimônio. O descontentamento dos moradores e a atuação das autoridades apontam para a necessidade de maior rigor e transparência em processos que envolvem transformações em áreas protegidas.
A derrubada de árvores no Flamengo segue sob análise das autoridades, enquanto a comunidade local permanece atenta e mobilizada para garantir a proteção do patrimônio natural e arquitetônico do bairro.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/TV Globo





