Acordo entre Mercosul e União Europeia exige mudanças na rotulagem de gorgonzola, parmesão e outros produtos com indicação geográfica

O acordo Mercosul-UE impõe a produtores brasileiros de queijos mudanças nas embalagens para proteger indicações geográficas europeias.
Contexto do acordo Mercosul-UE e a proteção de indicações geográficas
O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em 17 de janeiro, visa proteger produtos com indicações geográficas específicas, incluindo queijos tradicionais como o gorgonzola. Esta proteção impede que produtores fora da região designada utilizem nomes associados a uma origem geográfica específica, garantindo a autenticidade e a reputação destes produtos.
Impactos diretos nas embalagens de queijos brasileiros
Com o Mercosul-UE acordo queijos em vigor, produtores brasileiros de queijos como gorgonzola, parmesão, grana padano, gruyère e fontina deverão reformular suas embalagens. A palavra que indica o nome do queijo deve ser visivelmente menor que o nome da marca brasileira, e não pode conter símbolos que remetam à origem europeia, como bandeiras ou imagens. Isso evita que consumidores confundam a origem do produto, protegendo a denominação europeia reconhecida.
Exceções negociadas para produtores brasileiros tradicionais
Apesar das restrições, o Mercosul conseguiu negociar exceções para sete produtos brasileiros que já eram produzidos antes do acordo. Essas exceções permitem o uso dos nomes tradicionais desde que cumpram as regras de rotulagem sem referência explícita à origem europeia. Esta medida evita a necessidade de renomear completamente produtos como o parmesão e o fontina, facilitando a continuidade da produção e comercialização.
Repercussões para outros produtos com indicação geográfica
Além dos queijos, o acordo protege presunto parma, champanhe, mortadela bolonha, manchego, conhaque, xerez e outras indicações geográficas europeias, proibindo seu uso indevido por produtores sul-americanos. O Mercosul também listou suas próprias indicações geográficas, como a cachaça e o queijo da canastra, buscando proteção mútua. Esse intercâmbio reforça o valor econômico e cultural desses produtos no comércio internacional.
Desafios e oportunidades para o setor de queijos no Brasil
A necessidade de reformular embalagens traz desafios para os produtores brasileiros, que deverão investir em design e comunicação visual para manter a competitividade. Por outro lado, a valorização das indicações geográficas pode incentivar a melhoria da qualidade e a inovação. O reconhecimento internacional e a proteção legal fortalecem o mercado e criam oportunidades para destacar as características únicas dos queijos brasileiros no cenário global.
O Mercosul-UE acordo queijos representa uma transformação importante para a indústria alimentícia na América do Sul, exigindo adaptações que valorizam tanto a tradição quanto a autenticidade dos produtos, ao mesmo tempo em que promovem uma concorrência justa e transparente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Produtores de gorgonzola terão de reformular embalagens por acordo Mercosul-UE





