Investigação aponta envolvimento da cúpula do PCC no assassinato ocorrido em Praia Grande

Três suspeitos apontados como mandantes da morte do ex-delegado Ruy Ferraz foram presos em São Paulo nesta terça-feira.
Prisão dos mandantes da morte do ex-delegado Ruy Ferraz ocorre em São Paulo
Os mandantes da morte do ex-delegado Ruy Ferraz foram presos na manhã desta terça-feira (13) em São Paulo. A ação policial levou os suspeitos à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital paulista. Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em Praia Grande, litoral paulista, em setembro de 2025, vítima de uma emboscada com tiros de fuzil. A principal linha de investigação aponta que o crime foi planejado e ordenado pela cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Investigação aponta planejamento do crime desde março de 2025
Segundo denúncia formalizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o assassinato do ex-delegado foi articulado desde pelo menos março de 2025. A denúncia apresentada à Justiça em novembro incluiu oito pessoas acusadas de envolvimento direto ou indireto no ataque. Sete delas respondem por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de uso restrito e tentativa de homicídio em relação a duas vítimas que estavam na rua no momento do crime. Uma oitava pessoa foi denunciada por favorecimento, tendo transportado um fuzil para um dos executores do ataque.
Detalhes das investigações e suspeitos fora da denúncia
Durante as investigações, quatro indivíduos foram presos, mas não incluídos na denúncia por falta de provas suficientes. Entre eles está Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar, apontado inicialmente como atirador. Outros suspeitos, como Luiz Henrique Santos Batista (Fofão) e Danilo Pereira Pena (Matemático), tiveram papel investigativo relacionado à logística do crime. José Nildo da Silva foi visto com colete à prova de balas e arma longa em uma das casas usadas na ação. O DHPP mantém investigação ativa para esclarecer todos os detalhes do caso.
Impacto do crime na segurança pública e organização criminosa
O assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz evidencia a complexidade das ações orquestradas por organizações criminosas como o PCC. A articulação de mandantes e executores mostra o alcance e a capacidade de planejamento da facção, gerando preocupação nas autoridades de segurança pública. O caso também reforça a importância das operações integradas entre Polícia Civil, Ministério Público e grupos especializados para desmantelar redes criminosas responsáveis por atos violentos e atentados contra agentes públicos.
Medidas e próximos passos para o combate ao crime organizado
Com as prisões dos mandantes e o avanço nas investigações, as autoridades planejam intensificar as ações contra o crime organizado no estado. A sequência investigativa adotará novas linhas de apuração sobre possíveis conexões e mandantes ainda não identificados. A participação do Gaeco e o trabalho conjunto com o DHPP são fundamentais para fortalecer a repressão e garantir a responsabilização dos envolvidos, além de oferecer maior segurança à população e aos servidores públicos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/Prefeitura Praia Grande





