Trabalhadores chineses enfrentam exploração na produção do boneco Labubu

ONG denuncia condições precárias e violações trabalhistas em fábrica da Pop Mart na China

Trabalhadores chineses enfrentam exploração na produção do boneco Labubu
Boneco Labubu produzido na China, símbolo da marca Pop Mart. Foto: Boneco Labubu, da Pop Mart

Trabalhadores chineses sofrem exploração na fábrica do boneco Labubu, com jornadas excessivas e uso de mão de obra adolescente.

Violação dos direitos dos trabalhadores chineses na produção do boneco Labubu

Os trabalhadores chineses na fábrica da Pop Mart em Jiangxi enfrentam exploração e condições precárias na produção do boneco Labubu, conforme relatório divulgado pela China Labor Watch (CLW). A investigação, realizada ao longo de vários meses, revelou que funcionários, incluindo adolescentes de 16 e 17 anos, são submetidos a contratos em branco e jornadas de trabalho que ultrapassam o limite legal da China. O fenômeno do boneco Labubu, que movimenta bilhões em vendas no primeiro semestre de 2025, contrasta com o sofrimento dos operários responsáveis por sua fabricação.

Contratos em branco e falta de proteção legal para adolescentes trabalhadores

Segundo a ONG, os trabalhadores são obrigados a assinar contratos em branco, o que dificulta o entendimento e a garantia de seus direitos legais. Em particular, adolescentes contratados não recebem a proteção especial prevista na legislação chinesa para essa faixa etária, expondo-os a riscos adicionais. A ausência de treinamento adequado em saúde e segurança também foi constatada, agravando as condições laborais e aumentando a vulnerabilidade desses jovens.

Excesso de jornada de trabalho e condições irregulares na fábrica de Jiangxi

A China Labor Watch apontou que os funcionários da fábrica frequentemente trabalham até 100 horas extras por mês, quase três vezes o limite permitido pela legislação local, que é de 36 horas extras mensais. Esta jornada exaustiva demonstra um desrespeito sistemático às normas trabalhistas e coloca em risco a saúde física e mental dos trabalhadores. A fábrica emprega cerca de 4.500 pessoas, e os relatos colhidos em entrevistas indicam um ambiente marcado por pressões e falta de garantias básicas.

Impacto econômico do brinquedo Labubu e desafios para a cadeia produtiva

A linha de brinquedos “Monstros”, que inclui o Labubu, gerou cerca de 4,8 bilhões de yuans no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Pop Mart. A empresa estima a produção mensal em 30 milhões de unidades, distribuídas entre fábricas na China, no sudeste asiático e no México. Apesar do sucesso comercial, o modelo produtivo evidencia problemas estruturais na cadeia de suprimentos, onde a busca por volume e lucro pode comprometer direitos trabalhistas fundamentais.

Resposta da Pop Mart e perspectivas para investigação e melhorias

Em resposta às denúncias, a Pop Mart afirmou que valoriza o bem-estar e a segurança dos funcionários e realiza auditorias regulares em suas parceiras. A empresa também declarou que investigará as alegações reveladas pela ONG. Este episódio ressalta a importância de maior transparência e fiscalização na indústria de brinquedos, visando garantir condições dignas e o respeito à legislação trabalhista para todos os trabalhadores envolvidos na produção.

O caso da produção do boneco Labubu na China evidencia a complexa relação entre globalização, indústria de consumo e direitos humanos, levantando questionamentos sobre as práticas adotadas por grandes marcas e a responsabilidade social na cadeia produtiva.

Fonte: noticias.uol.com.br

Fonte: Boneco Labubu, da Pop Mart