Em discurso no Conselho de Segurança, diplomacia americana destaca apoio ao povo iraniano e não descarta intervenções

EUA afirmam que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre no Irã, em discurso na ONU diante da repressão mortal aos protestos.
Todas as opções estão na mesa para conter o massacre no Irã, dizem EUA na ONU
Em discurso realizado no dia 15 de janeiro de 2026 no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador dos Estados Unidos, Mike Waltz, afirmou que “todas as opções estão na mesa para interromper o massacre” que ocorre no Irã. O representante americano ressaltou o apoio dos EUA ao “corajoso povo do Irã” em meio aos maiores protestos contra a teocracia, que vêm sendo reprimidos com violência severa e possivelmente milhares de mortos, conforme relatam organizações de direitos humanos. Waltz enfatizou que o presidente Donald Trump, homem de ação, não descarta nenhuma possibilidade para cessar a repressão.
Repressão no Irã e respostas oficiais
A forte repressão do regime iraniano aos protestos tem gerado críticas internacionais e denúncias de graves violações dos direitos humanos. Apesar das alegações do governo de Teerã sobre um “complô estrangeiro” para justificar ações militares, Waltz classificou essas acusações como mentiras usadas para esconder o medo do regime diante da mobilização popular. Por outro lado, o vice-embaixador iraniano Gholamhossein Darzi negou intenção de escalada e acusou os EUA de promover desinformação para encobrir seu envolvimento nas tensões locais, alertando que qualquer agressão será respondida com força proporcional.
Divergências diplomáticas no Conselho de Segurança
A sessão da ONU expôs a polarização entre as potências. O embaixador da Rússia, Vassili Nebenzia, criticou os Estados Unidos por convocar o Conselho de Segurança com o que chamou de tentativa de justificar uma intervenção militar e interferência nos assuntos do Irã. Ele apelou para que Washington e outras capitais recobrem o bom senso, evitando ações que possam desestabilizar ainda mais a região. Esses embates diplomáticos evidenciam a complexidade do cenário geopolítico envolvendo o Irã.
Apelo à contenção e ao diálogo pacífico
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo por “máxima contenção neste momento sensível” e chamou todos os atores para evitar ações que provoquem mais mortes ou escaladas regionais. Além disso, representantes internacionais, como a embaixadora da Dinamarca, Christina Markus Lassen, destacaram o clamor da população iraniana por uma vida melhor e exigiram que o governo de Teerã escute a vontade do povo por meios pacíficos, reforçando a necessidade de diálogo e respeito aos direitos humanos.
Implicações geopolíticas e o futuro da crise no Irã
A declaração dos EUA sobre manter todas as opções na mesa para interromper o massacre no Irã sinaliza que a situação pode evoluir para uma intervenção mais direta, caso a repressão continue e a crise se agrave. A tensão entre as potências globais no Conselho de Segurança reflete os desafios para uma solução diplomática consensual. Enquanto isso, a pressão popular no Irã permanece intensa, colocando o regime em uma posição delicada diante da comunidade internacional e de sua própria população.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Eduardo Munoz/Reuters





