Oposição pede investigação sobre postagens pró-Tarcísio nas redes sociais

PSOL e PT acionam Ministério Público para apurar suposto uso de recursos públicos em campanhas digitais favoráveis ao governo de São Paulo

Oposição pede investigação sobre postagens pró-Tarcísio nas redes sociais
Sede do governo do Estado de São Paulo. Foto: Divulgação Governo do Estado de SP

PSOL e PT pedem investigação ao Ministério Público sobre postagens nas redes que promovem o governo Tarcísio com possíveis recursos públicos.

Oposição aciona Ministério Público para investigação postagens pró-Tarcísio

A investigação postagens pró-Tarcísio ganhou destaque após políticos do PSOL e do PT encaminharem, no dia 15 de janeiro, representações ao Ministério Público paulista solicitando a apuração sobre supostos pagamentos do governo de São Paulo para perfis de redes sociais promoverem postagens favoráveis ao governador Tarcísio de Freitas. A denúncia, baseada em reportagem jornalística, aponta que agências teriam remunerado influenciadores digitais para enaltecer a gestão estadual de maneira informal e com tom despojado.

A vereadora Keit Lima, do PSOL, argumenta que há indícios de “autopromoção travestida de conteúdo institucional”, o que violaria dispositivos da Constituição Federal que proíbem o uso do Estado para promoção pessoal de autoridades. Segundo ela, a publicidade oficial deve ter caráter educativo e informativo, vedando qualquer promoção pessoal de agentes públicos.

Pedido de responsabilização por improbidade administrativa na Assembleia Legislativa

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Paulo Fiorilo, do PT, também acionou o Ministério Público para que seja ajuizada ação por ato de improbidade administrativa. Ele destaca indícios de uma “operação de cooptação financeira de influenciadores digitais” para divulgação de propaganda institucional. Fiorilo solicita auditoria dos contratos de publicidade da Secretaria de Comunicação do governo estadual e requer a quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas e influenciadores citados na denúncia.

O parlamentar ainda afirma que existe um “esquema organizado para drenar recursos públicos em prol de um projeto de poder pessoal”, reforçando a gravidade das suspeitas e a importância de transparência na gestão pública.

Defesa do governo de São Paulo sobre as acusações

Em nota oficial, o governo do Estado de São Paulo negou qualquer contratação dos influenciadores e perfis mencionados, enfatizando que não houve investimento público nas publicações apontadas pela reportagem. A gestão ressaltou que realiza apenas campanhas institucionais e de utilidade pública, visando transparência e divulgação de informações de interesse coletivo. Reafirmou ainda que todas as ações estão em conformidade com os princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.

Impactos e repercussão política da investigação sobre uso de redes sociais

A investigação postagens pró-Tarcísio ocorre em um contexto de crescente vigilância sobre o uso das redes sociais em campanhas políticas e na promoção de gestores públicos. Denúncias como essa podem afetar a imagem do governo e estimular debates sobre limites éticos e legais na comunicação governamental. Além disso, o episódio realça a importância do Ministério Público na fiscalização do uso correto dos recursos públicos e na garantia da transparência administrativa.

Considerações finais sobre a apuração e os próximos passos

Com as representações formalizadas, o Ministério Público de São Paulo deverá analisar as evidências apresentadas e decidir sobre a abertura de inquérito para investigar possíveis irregularidades. Caso confirmadas, as ações poderão resultar em sanções administrativas e judiciais contra os responsáveis. O caso reforça a necessidade de regulação e fiscalização rigorosa sobre a publicidade oficial e o uso das redes sociais no ambiente político.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação Governo do Estado de SP