Brasil não se curva a pressões externas, afirma Boulos

Ministro critica postura dos EUA e defende soberania nacional na exploração de terras raras

Brasil não se curva a pressões externas, afirma Boulos
Ministro Guilherme Boulos durante entrevista. Foto: SGPR

Ministro Guilherme Boulos destaca que "Brasil não se curva" a pressões e critica ações dos EUA na América Latina, defendendo soberania e valor agregado nas terras raras.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reforçou em entrevista recente que o Brasil não aceitará submissão a pressões externas, especialmente vindas dos Estados Unidos, em meio às disputas pela exploração de recursos estratégicos.

Defesa da soberania brasileira

Durante o programa “Bom Dia, Ministro”, Boulos destacou que o Brasil é um país soberano e “não vai se curvar a quem quer que seja”. Ele criticou o que classificou como uma tentativa de colonialismo por parte do governo americano, especialmente sob a gestão de Donald Trump, que, segundo ele, busca controlar recursos naturais na América Latina como se fosse “o chefão do mundo”.

O ministro ironizou a possibilidade de o Brasil permitir que empresas americanas explorem suas terras raras, retirando o valor desses minerais para benefício exclusivo externo, sem agregação de valor para a economia nacional.

Potencial brasileiro em terras raras

Conforme relatórios recentes, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em reservas de terras raras, elementos essenciais para a fabricação de tecnologias de ponta. Boulos ressaltou que o país deveria investir no desenvolvimento sustentável desse setor, incentivando o processamento local, a criação de uma cadeia industrial e a exportação do produto finalizado, garantindo maior valor agregado.

Contexto geopolítico e críticas aos EUA

As declarações do ministro vêm em meio a uma escalada de tensões na América Latina, marcada pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela e pela captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante a madrugada. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou o interesse dos EUA em se envolver fortemente na indústria petrolífera venezuelana, buscando integrar grandes empresas americanas no setor energético do país.

Implicações para a política regional

A postura firme do Brasil, expressa por Boulos, reflete uma tentativa de reafirmar a autonomia nacional diante das pressões internacionais, evitando repetir padrões históricos de exploração e dependência econômica. A defesa de uma exploração sustentável e industrialização local dos recursos naturais surge como um contraponto às estratégias internacionais que privilegiam a extração sem retorno econômico significativo para os países detentores.

Esse posicionamento pode influenciar negociações futuras e fortalecer a liderança brasileira em fóruns regionais, reforçando a ideia de que o desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil deve estar alinhado com seus interesses soberanos e ambientais.

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Ministro Guilherme Boulos durante entrevista. Foto: SGPR

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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