Ministra deixa cargo para disputar cadeira no Senado pelo Paraná e reforça estratégia petista para 2026
Ministra Gleisi Hoffmann deixa governo para disputar Senado no Paraná, reforçando plano Lula para o Senado nas eleições de 2026.
A ministra Gleisi Hoffmann anunciou sua saída do governo até março para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná, reforçando o plano Lula para o Senado nas eleições de 2026. A decisão, feita a pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integra uma estratégia do PT para priorizar a conquista da Casa Alta nas próximas eleições legislativas.
Estratégia para a Casa Alta
O plano Lula para o Senado passa pela formação de uma base governista robusta capaz de apoiar a agenda presidencial e evitar embates institucionais. Para isso, nomes de alta visibilidade e capacidade política são escalados para disputar vagas em Estados-chave. Gleisi Hoffmann, que já foi senadora entre 2011 e 2019, é considerada o nome petista mais conhecido no Paraná, onde o PT apoia Requião Filho (PDT) para o governo estadual, criando uma chapa competitiva que pretende polarizar com o senador Sergio Moro e o governador Ratinho Júnior.
Continuidade administrativa e articulação política
Com a saída de Gleisi da Secretaria de Relações Institucionais, o diplomata Marcelo Almeida Costa, atual número 2 da pasta, é cotado para assumir interinamente, garantindo a continuidade do trabalho sem ruídos políticos durante a campanha eleitoral. A estratégia do governo permite que Gleisi, mesmo afastada formalmente, mantenha influência através de articulação política informal dentro do PT.
Movimento ampliado nos Estados
Além do Paraná, o plano Lula para o Senado envolve outros ministérios e lideranças regionais. Nomes como Fátima Bezerra (RN), Rui Costa (BA), Décio Lima (SC) e Paulo Pimenta (RS) são especulados para candidaturas ao Senado, aproveitando sua identificação regional e capital político. Em São Paulo, o partido busca compor uma frente ampla com aliados como o ministro Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com possibilidades para disputa tanto ao governo quanto ao Senado, conforme o cenário eleitoral.
Busca por maioria no Congresso
O presidente Lula tem enfatizado a importância de ampliar a maioria de esquerda no Congresso Nacional para garantir governabilidade e evitar derrotas institucionais, sobretudo em relação ao Supremo Tribunal Federal. A disputa de 54 das 81 cadeiras do Senado em 2026 é vista como crucial para formar essa base sólida de apoio parlamentar.
Dinâmica das alianças partidárias
No processo eleitoral, a filiação e alianças partidárias ganham destaque. A ministra Simone Tebet negocia ingresso no PSB para ampliar o arco de alianças em São Paulo, mirando uma possível candidatura ao Senado. Marina Silva também surge como potencial candidata ao Senado pela esquerda paulista, enquanto o MDB permanece alinhado a forças adversárias ao PT no Estado.
Esta movimentação estratégica marca o início da construção dos palanques estaduais com ministros competitivos e reforça o esforço do governo Lula para consolidar sua influência no Senado, fundamental para o sucesso do próximo mandato presidencial.





