Categoria rejeita proposta salarial da MBRF e ameaça greve nas unidades de Ponta Grossa, Carambeí e Dois Vizinhos

Protesto trabalhadores indústria alimentícia em Ponta Grossa, Carambeí e Dois Vizinhos cresce diante de impasse nas negociações salariais com a MBRF.
A mobilização dos trabalhadores da indústria alimentícia no Paraná ganhou visibilidade com protestos nas unidades da MBRF S.A. localizadas em Ponta Grossa, Carambeí e Dois Vizinhos. O principal motivo da manifestação é o desacordo nas negociações salariais referentes à data base de novembro de 2025, quando normalmente se definem os reajustes para a categoria.
Insatisfação com a proposta salarial
Segundo Luis Pereira dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Carambeí e Região (Sintac), a empresa ofereceu um reajuste de 4,7% nos salários, percentual considerado insuficiente pelos trabalhadores. A inflação acumulada estimada pelo Boletim Focus é de 4,46%, o que faz com que o ganho real seja praticamente nulo. Santos destaca que “quando chega a data base, eles oferecem apenas a inflação”, sinalizando um desgaste nas negociações.
Reivindicações além do salário
Além do reajuste salarial, a proposta da MBRF para o ticket alimentação também gerou insatisfação. Atualmente, os trabalhadores recebem R$ 400 mensais, e a empresa propôs um aumento de apenas R$ 30. Para a categoria, esse valor não contempla as necessidades básicas e o custo de vida crescente, tornando-se um ponto crucial nas negociações.
Possível greve nas unidades paranaenses
Diante da falta de consenso, o Sintac vem mobilizando a categoria para uma possível greve. O presidente do sindicato afirmou estar “aquecendo os motores para uma greve” caso não se chegue a um acordo satisfatório. A decisão deve ser tomada em assembleia, onde os trabalhadores poderão deliberar sobre a paralisação das atividades.
Posicionamento da empresa
A MBRF divulgou nota informando que o processo de negociação está em andamento e que aguarda as propostas dos sindicatos para a renovação do acordo coletivo nas unidades afetadas. A empresa reforça o compromisso com o diálogo, mas ainda não houve avanço que satisfaça ambas as partes.
Os protestos refletem um momento desafiador para o setor alimentício na região dos Campos Gerais e no Oeste do Paraná, revelando tensões entre os interesses empresariais e as demandas dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e remuneração.






