Brasil e União Europeia oficializam proteção mútua de dados pessoais

Acordo histórico entre Brasil e União Europeia estabelece equivalência na proteção de dados, estimulando comércio e investimentos digitais

Brasil e União Europeia oficializam proteção mútua de dados pessoais
Cerimônia no Palácio do Planalto oficializou acordo bilateral de proteção de dados. Foto: Agência Brasil

Brasil e União Europeia firmam acordo de equivalência em proteção de dados, facilitando comércio digital e investimentos entre os territórios.

Acordo de proteção de dados entre Brasil e União Europeia fortalece comércio digital

O acordo de proteção de dados firmado em 27 de janeiro de 2026 no Palácio do Planalto entre Brasil e União Europeia já demonstra impactos significativos na relação bilateral. Com o reconhecimento mútuo da equivalência dos padrões de proteção de dados pessoais, o Brasil e os países europeus criam uma base sólida para operações digitais seguras e eficientes. O presidente em exercício Geraldo Alckmin destacou que essa medida aumenta a segurança jurídica, reduz custos e impulsiona a competitividade, prevendo uma expansão do comércio digital entre 7% e 9%.

Importância estratégica da União Europeia como parceiro comercial e investidor

A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China, além de ser um dos principais investidores no país. Esse acordo de proteção de dados é o primeiro bilateral celebrado pelo Brasil e reforça a confiança entre as partes. Alckmin representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontrava em viagem oficial, enfatizando que a cooperação vai estimular investimentos recíprocos e a complementaridade de serviços entre os dois territórios.

Papel da Comissão Europeia e da Agência Nacional de Proteção de Dados

O comissário europeu Michael McGrath ressaltou que o reconhecimento mútuo cria uma área comum de confiança para mais de 670 milhões de pessoas. O acordo cobre setores públicos e privados, permitindo o fluxo livre de dados com proteção para cidadãos e empresas. No Brasil, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avalia o ato como um marco histórico para a economia digital e a consolidação dos direitos fundamentais, garantindo que os dados transferidos entre Brasil e União Europeia recebam proteção equivalente.

Simplificação e segurança nas transferências internacionais de dados pessoais

Antes do acordo, transferências internacionais de dados exigiam mecanismos complexos para garantir a proteção conforme as legislações locais. Com o reconhecimento da equivalência, essas transferências poderão ocorrer de forma direta, segura e simplificada, sem necessidade de outros instrumentos legais. O presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior, garantiu que essa decisão assegura a proteção dos dados dos brasileiros na União Europeia e vice-versa, reforçando a confiança na troca de informações entre países.

Limitações e exceções ao acordo de proteção de dados

Embora o acordo represente uma evolução significativa, ele não se aplica a transferências de dados realizadas exclusivamente para fins de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado ou investigação criminal. Essas áreas permanecem sob regulamentações específicas e distintas, preservando a soberania e as políticas de segurança de cada jurisdição.

Impactos esperados para a economia digital e os direitos dos cidadãos

Com a equivalência em proteção de dados, o Brasil avança na regulação da economia digital, oferecendo um ambiente mais seguro para empresas e consumidores. A medida contribui para a ampliação do comércio eletrônico e a atração de investimentos internacionais, ao mesmo tempo em que fortalece os direitos fundamentais ligados à privacidade e à proteção de dados pessoais em uma sociedade cada vez mais digitalizada.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: Agência Brasil