Partido Liberal contesta exclusão de R$ 89,9 bilhões dos limites fiscais e denuncia orçamento paralelo
PL aciona STF para contestar exclusão de bilhões do orçamento e denunciar orçamento paralelo na gestão fiscal do governo.
PL acionou STF para discutir a gestão fiscal do governo em 4 de fevereiro de 2026
O Partido Liberal (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, uma petição que questiona a gestão fiscal do governo federal sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação será analisada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1305. O PL denuncia que a gestão fiscal do governo apresenta práticas que comprometem a transparência e a sustentabilidade das contas públicas brasileiras.
Exclusão de R$ 89,9 bilhões dos limites fiscais como ponto central da disputa
O documento apresentado pelo PL destaca que o governo promoveu a “exclusão deliberada” de R$ 89,9 bilhões dos limites fiscais previstos para os anos de 2024 e 2025. Essa manobra, segundo o partido, compromete a veracidade dos limites de gastos públicos e dificulta o controle sobre a expansão da dívida pública. A suposta prática gera impacta diretamente a responsabilidade fiscal e a transparência no orçamento.
Orçamento paralelo: implicações para a transparência e sustentabilidade fiscal
Além da exclusão de valores do cálculo dos limites fiscais, o PL aponta a existência de um “orçamento paralelo” usado para retirar despesas importantes das regras fiscais centrais. Esse orçamento paralelo incluiria, por exemplo, a transferência de políticas públicas como o programa Pé de Meia para mecanismos de execução orçamentária fora do orçamento tradicional. A legenda afirma que essa estratégia mascara o real crescimento da dívida pública e viola princípios constitucionais de responsabilidade financeira.
Pedido formal para proibição das práticas e declaração de inconstitucionalidade
Na petição, o PL solicita que o STF proíba as manobras que retiram despesas dos limites fiscais oficiais, além de declarar a gestão fiscal da União inconstitucional diante das práticas apontadas. A ação contrasta com os princípios de transparência e sustentabilidade fiscal, buscando maior rigor na condução das contas públicas e respeito à legislação orçamentária vigente.
Contexto político e econômico da gestão fiscal sob o governo Lula
A gestão fiscal do governo federal tem sido alvo de questionamentos diante do cenário econômico atual e da necessidade de manter o equilíbrio das contas públicas. A transparência e a responsabilidade fiscal são essenciais para a confiança dos mercados e para a estabilidade econômica do país. A ação do PL no STF reflete uma disputa política sobre o controle e a condução das finanças públicas, destacando a importância do debate sobre os limites orçamentários e os mecanismos usados para gerir as despesas públicas.
O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, é figura central na iniciativa de questionar judicialmente a gestão fiscal do governo, reforçando a posição da legenda em defender maior rigor e transparência na administração pública brasileira.





