Mulheres e meninas na ciência inspiram futuro com representatividade na UEPG

Programa Institucional de Iniciação Científica Júnior destaca pesquisadoras e estudantes que rompem barreiras e contribuem para a democratização do conhecimento

Mulheres e meninas na ciência inspiram futuro com representatividade na UEPG
Professora Jesiane Batista orienta aluna Sofia Petuba em pesquisa no Laboratório de Biodiversidade. Foto: Jéssica Natal

Na UEPG, mulheres e meninas na ciência protagonizam pesquisas pelo Pibic-Jr, incentivando representatividade e ampliando a participação feminina em diversas áreas do conhecimento.

Mulheres e meninas na ciência ganham destaque no Dia Internacional na UEPG

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) reforça a importância da representatividade feminina no meio científico. O Programa Institucional de Iniciação Científica Júnior (Pibic-Jr) reúne professoras e alunas que desenvolvem pesquisas inovadoras e inspiram futuras gerações a ocuparem espaços no universo acadêmico e da ciência.

Pesquisa e orientação no Laboratório de Biodiversidade da UEPG

A professora Jesiane Batista e a aluna Sofia Petuba Nascimento trabalham juntas no Laboratório de Biodiversidade, investigando a diversidade microbiana nas rochas do Parque Estadual de Vila Velha. Sofia, ainda estudante do Ensino Médio, destaca o valor de participar de um ambiente predominantemente adulto, onde pode aplicar conhecimentos escolares e aprofundar suas habilidades científicas. Jesiane ressalta que a experiência ajuda a popularizar a ciência e enfatiza que compreender o método científico é essencial para todos, independentemente da carreira futura.

Relação de mentoria fortalece identidade feminina na ciência

A conexão entre orientadora e orientanda revela a relevância do exemplo feminino no campo científico. Sofia vê em Jesiane um modelo de mulher pesquisadora, refletindo também em sua família, onde sua mãe, a professora Rosângela Petuba, atua na área de História na UEPG. Essa rede de mulheres na ciência contribui para a construção de um ambiente acolhedor e estimulante para as alunas do Pibic-Jr.

Diversidade de pesquisas e a importância do Pibic-Jr para meninas na ciência

Além da área biológica, outras pesquisadoras como a professora Rosângela Petuba orientam alunas em estudos sobre a história do Brasil por meio do cinema. O Pibic-Jr oferece oportunidades a estudantes do Ensino Médio para ingressarem no universo da pesquisa científica, promovendo a vocação e o desenvolvimento precoce em diversas áreas do conhecimento.

Desafios e superações: maternidade e protagonismo feminino na pesquisa acadêmica

A docente Natasha Lise, orientadora da aluna Hellen de Oliveira Dolci, destaca os desafios enfrentados por mulheres que conciliam maternidade e carreira científica. A relação de confiança criada entre professora e aluna fortalece a motivação e o aprendizado, reforçando que os projetos de iniciação científica são cruciais para ampliar a participação feminina em espaços tradicionalmente masculinos.

Ocupar espaços para transformar realidades: a visão das pesquisadoras da UEPG

As pesquisadoras enfatizam que a presença das mulheres em posições de liderança e em ambientes acadêmicos é fundamental para inspirar as novas gerações e promover a inclusão de temas relevantes para as mulheres na ciência. Elas reconhecem que as barreiras relacionadas a gênero ainda existem, mas reforçam que a representatividade e o apoio institucional são ferramentas poderosas para transformar essa realidade.

Pibic-Jr: fomentando o interesse científico entre jovens estudantes

Coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEPG, o Pibic-Jr estimula estudantes do Ensino Médio e Ensino Profissionalizante a desenvolverem pesquisas científicas sob a orientação de professores da universidade. O programa oferece bolsas e acesso a laboratórios, preparando os jovens para futuras carreiras na ciência e tecnologia.

Inspirar outras mulheres: o legado das pesquisadoras da UEPG

Para a professora Rosângela Petuba, ser mulher na ciência é construir um conhecimento mais democrático e contribuir para o fortalecimento do país. Ela destaca a importância de inspirar outras mulheres e meninas a seguirem o caminho da pesquisa, garantindo que a representatividade continue crescendo e abrindo novas oportunidades.

A celebração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência na UEPG evidencia que a representatividade feminina é um componente essencial para a democratização do conhecimento e para o avanço da ciência no Brasil. Investir em programas como o Pibic-Jr é garantir um futuro mais inclusivo, onde mulheres e meninas possam ocupar seu lugar e contribuir com descobertas que transformam a sociedade.