Sanepar avança com processo para captar água do Rio Tibagi

Projeto da Sanepar para captar água do Rio Tibagi em Ponta Grossa segue em fase de licenciamento ambiental e regularização fundiária

Sanepar avança com processo para captar água do Rio Tibagi
Trecho do Rio Tibagi, fonte para projeto de captação em Ponta Grossa. Foto: Denis Ferreira Netto / Sedest / AEN

Sanepar detalha andamento da captação de água do Rio Tibagi para abastecer Ponta Grossa, com obras previstas para até três anos após início.

Entenda o andamento da captação de água do Rio Tibagi para Ponta Grossa

O processo de captação de água do Rio Tibagi para abastecer Ponta Grossa está em fase de licenciamento ambiental junto ao Instituto Água e Terra (IAT), além da regularização das áreas necessárias para as obras. Conforme detalhado pela Sanepar, a empresa responsável pelo projeto, o processo inclui também a elaboração da planilha orçamentária para a futura licitação. A captação é considerada estratégica para garantir segurança hídrica ao município, principalmente devido às limitações da atual fonte de água, a Represa de Alagados.

Fases burocráticas e legais para a implantação do projeto

O projeto depende de etapas burocráticas essenciais para sua viabilidade, incluindo a regularização da titularidade das áreas em desapropriação, obtenção de faixas de servidão administrativa para passagem das adutoras, aprovação de travessias sob linhas férreas e rodovias, além da expedição da licença ambiental e demais autorizações necessárias. A Sanepar é responsável pela elaboração dos elementos técnicos e jurídicos para a licitação, enquanto a Prefeitura de Ponta Grossa atua como parceira institucional para apoiar a regularização e obtenção de autorizações.

Impactos diretos e indiretos da captação para os bairros e o sistema geral

A captação do Rio Tibagi beneficiará diretamente o Distrito Industrial e os bairros Oficinas, Olarias e Cará-Cará. Indiretamente, o aumento da oferta de água impactará positivamente toda a área urbana, já que o volume captado será integrado ao sistema geral de abastecimento. Inicialmente, o projeto prevê acrescentar 300 litros por segundo ao sistema, com possibilidade de expansão para até 600 litros por segundo, o que representa um reforço significativo para o abastecimento da cidade.

Investimento e previsão para início das obras em Ponta Grossa

Embora o valor exato do investimento permaneça sigiloso até a abertura das propostas no certame licitatório, informações recentes indicam um montante aproximado de R$ 200 milhões para a execução do projeto. A previsão é que a primeira fase das obras tenha início ainda em 2026, conforme o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta homologado junto ao Ministério Público do Paraná. As obras deverão ser concluídas em até três anos após seu início, respeitando os prazos estabelecidos para licenciamento e desapropriações.

Desafios técnicos e ambientais na captação de água do Tibagi

Entre os principais obstáculos para a implantação do sistema estão a regularização das áreas para instalação das estruturas, aprovação das passagens por faixas de domínio e servidões junto a concessionárias, além das autorizações para travessias em linhas férreas e rodovias. O licenciamento ambiental também é um passo crucial, assegurando que o projeto respeite as normas vigentes e minimize impactos ambientais. A atuação coordenada entre Sanepar, Prefeitura e órgãos estaduais é fundamental para superar esses desafios e garantir a execução do projeto com segurança e eficiência.

Contexto atual do abastecimento e necessidade do novo sistema

Atualmente, cerca de 70% da água consumida em Ponta Grossa é captada diretamente do Rio Pitangui e 30% da Represa de Alagados. Toda a cidade é atendida por essas fontes, cujas águas se misturam durante o tratamento. No entanto, a Represa de Alagados enfrenta problemas de baixa vazão e alta floração de algas, que têm afetado a qualidade da água, causando alterações no sabor e odor. A captação do Rio Tibagi representa uma solução estratégica para garantir o abastecimento sustentável e a melhoria da qualidade da água distribuída à população.