Milho registra ajuste nas bolsas após alta recente

Mercado brasileiro e internacional de milho enfrenta correção na primeira semana de fevereiro com influências da demanda global

Milho registra ajuste nas bolsas após alta recente
Silo de armazenamento de milho em unidade agrícola.

Milho inicia fevereiro com ajuste nas bolsas após valorização, refletindo menor ritmo de compras e realização de lucros.

Contexto do ajuste no mercado internacional e doméstico de milho

O milho iniciou a semana com um ajuste nas bolsas internacionais e no mercado brasileiro, um movimento esperado após as recentes valorizações observadas no fim da semana anterior. Segundo análise da TF Agroeconômica, esse recuo representa um momento de realização de lucros e um ritmo menor de negociações por parte dos países compradores. O contrato do milho para março de 2026 na Bolsa de Chicago, por exemplo, recuou para US$ 429,00 por bushel, uma queda de 2,75 pontos em relação a alta recente. Contratos futuros para julho de 2026 e 2027 também apresentaram retrações, confirmando o cenário de correção no mercado.

Desempenho dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e B3

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros de milho tiveram oscilações com queda significativa após dois dias de fortes altas. O vencimento de março de 2026 caiu para US$ 429,00, julho de 2026 fechou a US$ 446,75, e julho de 2027 a US$ 482,50, todos apresentando recuos próximos de 2,75 a 3,25 pontos. Por outro lado, na Bolsa brasileira B3, as variações foram mais moderadas, indicando maior estabilidade. Março de 2026 encerrou cotado a R$ 70,74, com alta de 0,69%, enquanto julho de 2026 teve leve avanço, e julho de 2027 uma pequena queda, demonstrando menor volatilidade local frente às oscilações internacionais.

Dinâmica do mercado físico e impacto dos eventos globais na demanda

No mercado físico brasileiro, o indicador de preço do milho valorizou 0,68% em 13 de fevereiro, alcançando R$ 67,67, e acumulou ganho de 2,38% no mês. Entretanto, o ritmo de negócios deve desacelerar em diversos países importadores devido a eventos globais importantes, como o Ano Novo Chinês e o início do Ramadã. Essas datas tradicionais costumam reduzir temporariamente a demanda por commodities agrícolas, impactando o volume de negociações no curto prazo. A consultoria TF Agroeconômica destaca que essa redução temporária da procura altera o balanço de oferta e procura, influenciando as cotações e o movimento de ajuste observado.

Indicadores regionais no Paraguai, Oeste do Paraná e Santa Catarina

No Paraguai, as indicações para milho seguem variadas de acordo com os meses, com valores para março entre V210/C205 e para abril V215/C205, enquanto julho registrou V190/C173. No Oeste do Paraná e Santa Catarina, preços indicados para os primeiros meses do ano mantêm valores próximos, com pequenas oscilações, indicando certa estabilidade regional apesar da volatilidade internacional. Essas cotações refletem o contexto local e a influência dos estoques e demanda interna, além de serem impactadas pela conjuntura global.

Perspectivas para o mercado de milho nas próximas semanas

Diante desse cenário de ajuste nas bolsas e da desaceleração na demanda mundial, o mercado de milho deve permanecer volátil nas próximas semanas, observando os efeitos das festividades e a retomada gradual das negociações pós-eventos culturais. Produtores e investidores devem acompanhar atentamente a evolução das cotações e a dinâmica dos mercados internacionais e domésticos para adequar suas estratégias. A análise da TF Agroeconômica indica que o equilíbrio entre oferta e procura está momentaneamente influenciado por fatores sazonais, mas a tendência de valorização pode retornar com a normalização da demanda global.

Fonte: www.agrolink.com.br