Presidente da China prioriza autossuficiência e mercado doméstico em estratégia econômica diante de desafios globais
Xi Jinping aposta na demanda interna e tecnologia para impulsionar a economia chinesa em 2026, reforçando autossuficiência e inovação.
Estratégia de Xi Jinping para reforçar a demanda interna e tecnologia em 2026
O presidente Xi Jinping detalhou sua visão para a economia chinesa em 2026, centrando-se na demanda interna e na tecnologia como pilares para enfrentar um cenário global complexo e desafiador. A estratégia foi apresentada em um artigo na Qiushi, ressaltando a importância de fortalecer a autossuficiência tecnológica e impulsionar o consumo doméstico para mitigar os efeitos das barreiras comerciais internacionais.
Xi destacou que as políticas econômicas devem abandonar estímulos temporários e focar em bases estruturais sólidas que sustentem o crescimento a longo prazo. O líder partidário enfatizou a construção da marca nacional “Compre na China”, incentivando os consumidores a privilegiar produtos locais e reduzindo a fuga de consumo para o exterior.
Prioridades do governo para inovação tecnológica e modernização industrial
No contexto das restrições em semicondutores avançados impostas por Estados Unidos e aliados, Xi Jinping reafirmou a inovação tecnológica como motor central da modernização industrial chinesa. O impulso está voltado para “novas forças produtivas de qualidade”, incluindo energia de próxima geração e inteligência artificial incorporada na manufatura. Essas iniciativas buscam fortalecer as cadeias produtivas locais e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, garantindo maior autonomia estratégica.
A estratégia tecnológica também prevê a integração mais profunda da inteligência artificial em processos industriais, elevando a produtividade e a competitividade global da indústria chinesa. Esse movimento é parte de um esforço mais amplo para posicionar a China na vanguarda da inovação e da tecnologia de ponta.
Medidas para estimular o consumo e aumentar a renda familiar
Reconhecendo que a baixa confiança do consumidor tem sido um obstáculo à recuperação econômica, o plano de Xi inclui aumentar as pensões básicas para moradores urbanos e rurais, bem como implementar ações para elevar a renda das famílias. A intenção é estimular o consumo interno como motor do crescimento, evitando dependência excessiva das exportações.
Além disso, o governo busca eliminar restrições consideradas irracionais em setores como turismo e serviços de assistência a idosos, ampliando assim o acesso e a qualidade desses serviços para a população. Essas medidas visam dinamizar segmentos da economia com potencial de crescimento e impacto social.
Enfrentando a “involução” e promovendo um mercado nacional unificado
Xi Jinping abordou o problema da “involução”, caracterizada pela competição excessiva e de baixa qualidade entre empresas, que provoca guerras de preços predatórias e danos às margens de lucro. Ele orientou os órgãos reguladores a conter essas práticas prejudiciais e acelerar a criação de um mercado nacional unificado, que promova competição saudável e sustentável.
A iniciativa sugere o desenvolvimento de mecanismos regulatórios mais rígidos para evitar a erosão dos lucros empresariais e estimular um ambiente econômico mais estável e inovador.
Setor imobiliário e gestão financeira para evitar riscos sistêmicos
O setor imobiliário, que antes impulsionava o crescimento econômico, permanece no foco das políticas para 2026. Xi apoiou a compra, por parte de governos locais, de imóveis comerciais não vendidos para transformá-los em moradias populares, buscando reduzir estoques e estabilizar preços.
Paralelamente, a gestão rigorosa da dívida pública local é destacada para prevenir riscos financeiros sistêmicos que possam comprometer a estabilidade econômica do país.
Reforço da abertura econômica e diversificação dos canais comerciais
Apesar do clima global adverso, Xi reafirmou o compromisso da China com a abertura econômica. O governo está estimulando a cooperação com economias emergentes e aprimorando modelos de comércio eletrônico transfronteiriço para diversificar canais comerciais. Essa estratégia visa mitigar os impactos das crescentes restrições de acesso aos mercados norte-americanos, ampliando as oportunidades comerciais para o país.
Essa rede ampliada de parcerias internacionais pretende fortalecer a resiliência da economia chinesa frente a pressões externas, consolidando seu papel no comércio global.





