Base aliada contesta apuração de votos na comissão e pede revisão do presidente do Congresso Nacional

Após confusão na CPMI do INSS, governistas contestam apuração de votos e aguardam análise do presidente do Congresso Davi Alcolumbre.
Governistas contestam apuração da CPMI do INSS em sessão de 26 de fevereiro
A CPMI do INSS, realizada no dia 26 de fevereiro, evidenciou a tensão entre base governista e oposição na avaliação da votação de requerimentos, entre eles o polêmico pedido de quebra de sigilo do filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha. Deputados e senadores alinhados ao governo afirmam que a contagem dos votos foi fraudada pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), e aguardam uma decisão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para reverter o resultado.
Detalhes da votação e divergências sobre o número de votos contrários
Durante a reunião, Carlos Viana anunciou que apenas sete parlamentares votaram contra os requerimentos aprovados em bloco, justificando que o quórum oficial era de 31 presentes, exigindo maioria absoluta para rejeição. Entretanto, os governistas apresentaram imagens em que ao menos 14 parlamentares aparecem de pé, indicando discordância, visto que na contagem adotada pelo presidente da CPMI, aqueles que permaneciam sentados seriam a favor das propostas. A base governista argumenta que o painel eletrônico soma titulares e suplentes, o que comprometeria a legitimidade do resultado.
Alegações de manobra regimental e pedido de apuração no Conselho de Ética
Em recurso formal, os membros da base governista classificaram a condução da votação como uma manobra regimental desprovida de amparo normativo e incompatível com os princípios do devido processo legislativo. A petição encaminhada a Davi Alcolumbre requer que o caso seja encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado para investigação de possível quebra de decoro por parte do presidente da CPMI. Os governistas defendem que a aprovação dos requerimentos foi proclamada de maneira indevida e destoante da realidade empírica observada nas imagens oficiais.
Impactos políticos e repercussão na dinâmica da CPMI do INSS
A controvérsia na CPMI do INSS reflete um momento de alta tensão entre governo e oposição no Congresso, especialmente diante do interesse em esclarecer denúncias de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. A discordância sobre os procedimentos de votação e a condução da comissão podem afetar a credibilidade das investigações e influenciar o andamento dos trabalhos legislativos relacionados ao tema.
Depoimento de Paulo Camisotti e ausência de governistas na sessão
Paralelamente à votação contestada, a oitiva do empresário Paulo Camisotti, apontado por investigadores como um dos envolvidos nos descontos irregulares em aposentadorias do INSS, aconteceu com a ausência da base governista. Camisotti optou por permanecer em silêncio, amparado por habeas corpus do STF, o que gerou protestos por parte dos parlamentares de oposição, que chegaram a solicitar sua prisão em flagrante. O presidente da CPMI, porém, não acolheu o pedido, encerrando a sessão marcada por impasses e um clima de confronto.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Geraldo Magela (Agência Senado





