Vendas de novas moradias na China recuam 21,8% no início de 2026

Mercado imobiliário chinês enfrenta queda acentuada nas vendas e construções no primeiro bimestre de 2026

Vendas de novas moradias na China recuam 21,8% no início de 2026
Vista aérea de empreendimento imobiliário na China. Foto: Reuters

As vendas de novas moradias na China caíram 21,8% no primeiro bimestre de 2026, refletindo desafios no mercado imobiliário local.

Análise da retração nas vendas de novas moradias na China em 2026

As vendas de novas moradias na China recuaram 21,8% no primeiro bimestre de 2026, conforme dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Essa queda acentuada, maior que os 13% verificados em 2025, evidencia o aprofundamento da crise no mercado imobiliário chinês. O impacto é sentido em diversas frentes, incluindo a redução das construções iniciadas e dos investimentos em projetos imobiliários.

A desaceleração responde a fatores econômicos internos e ao cenário global incerto, afetando diretamente a confiança dos compradores e investidores. Autoridades e especialistas acompanham de perto o panorama para identificar medidas que possam estabilizar o setor e evitar repercussões mais amplas na economia chinesa.

Declínio nas construções e investimentos imobiliários no primeiro bimestre

No período analisado, as construções iniciadas, que englobam residências e propriedades comerciais, apresentaram queda anual de 23,1%, um recuo mais intenso que os 20,4% registrados ao longo de 2025. Paralelamente, os investimentos em desenvolvimento imobiliário caíram 11,1%, ainda que essa retração seja menos severa que a de 17,2% do ano anterior.

Esses indicadores revelam um encolhimento na atividade construtiva, podendo impactar o emprego no setor e a cadeia produtiva relacionada. A diminuição dos investimentos também sinaliza uma cautela crescente dos incorporadores diante da demanda enfraquecida.

Queda nos preços médios das moradias nas maiores cidades chinesas

O preço médio de novas moradias nas 70 maiores cidades da China diminuiu 3,5% em fevereiro, conforme cálculos baseados em dados do NBS, superando o declínio de 3,3% observado em janeiro. Mensalmente, a queda foi de 0,28% em fevereiro, ainda que menor que os 0,37% de janeiro.

Essa tendência de redução nos preços evidencia dificuldades em manter o valor dos imóveis diante da oferta elevada e da demanda reduzida. O cenário pressiona o setor a buscar estratégias para estimular o consumo e equilibrar o mercado.

Impactos econômicos da crise imobiliária na China e repercussões globais

O recuo nas vendas, construções e preços no mercado imobiliário chinês influencia diretamente o crescimento econômico do país, dado o peso do setor na economia nacional. A desaceleração pode afetar a geração de empregos, o consumo relacionado a bens duráveis e os investimentos em infraestrutura.

Além disso, como a China é um motor importante da economia global, essas dificuldades podem repercutir em cadeias produtivas internacionais, comércio exterior e mercados financeiros, exigindo monitoramento contínuo por parte de analistas econômicos e governos.

Perspectivas para o mercado imobiliário chinês em 2026

Analistas observam que o mercado imobiliário da China enfrenta um período de ajuste, com a necessidade de reformulações nas políticas públicas e incentivos para retomar a confiança dos consumidores e investidores. A evolução dos dados nos próximos meses será crucial para determinar o ritmo de recuperação ou aprofundamento da crise.

O setor imobiliário permanece um termômetro da saúde econômica chinesa, e as decisões tomadas por autoridades e agentes de mercado terão impacto significativo no cenário econômico nacional e internacional.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Reuters