Meta reforça combate ao trabalho infantil nas redes sociais com acordo judicial

Acordo entre Meta, Ministério Público do Trabalho e MP de São Paulo estabelece medidas para coibir exploração de crianças em plataformas digitais

Meta reforça combate ao trabalho infantil nas redes sociais com acordo judicial
Sede da Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram. Foto: Annegret Hilse

Meta firma acordo com Ministério Público para combater trabalho infantil artístico irregular nas redes sociais e prevê sanções rigorosas.

Medidas da Meta para o combate ao trabalho infantil nas redes sociais

O combate ao trabalho infantil nas redes sociais ganhou impulso com o acordo judicial firmado entre a Meta, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) na última sexta-feira (20). A medida visa proteger crianças e adolescentes da exploração artística irregular nas plataformas Facebook, Instagram e Threads. A Meta se comprometeu a identificar perfis que apresentem indícios de trabalho infantil sem autorização judicial, com foco especial em contas com grande alcance — a partir de 29 mil seguidores — e atividade recente.

Critérios e procedimentos para identificação de perfis irregulares

Para garantir a eficácia do combate, a Meta realizará verificações periódicas que considerarão a presença de crianças ou adolescentes como protagonistas do conteúdo. Caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis pelas contas terão um prazo de 20 dias para apresentar o alvará judicial que regularize a situação. Se não houver regularização, a conta será bloqueada no Brasil em até 10 dias, garantindo a retirada imediata desses perfis. Além disso, o MPT e o MPSP poderão indicar diretamente perfis suspeitos para análise da Meta, ampliando o alcance da fiscalização.

Novos mecanismos de denúncia e restrições para menores

O acordo prevê ainda a criação de canais de denúncia para usuários e para o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). Também será desenvolvido um sistema de verificação de idade que impeça a autodeclaração como critério único, dificultando o acesso de menores de 18 anos a programas de monetização e outras funcionalidades das plataformas. Tais medidas são essenciais para limitar a exposição precoce e a exploração econômica de crianças nas redes sociais.

Impactos legais e financeiros do acordo na proteção infantil digital

Os procuradores envolvidos destacam que o acordo representa um avanço significativo na proteção dos direitos de crianças e adolescentes em ambientes digitais. As sanções previstas são rigorosas: multa de R$ 100 mil por criança ou adolescente em caso de não bloqueio de conta irregular e R$ 300 mil por descumprimento de outras obrigações. Além disso, a Meta deverá transferir R$ 2,5 milhões a fundos destinados à proteção da infância e adolescência, evidenciando o compromisso financeiro da empresa para mitigar os danos causados.

Contexto e desafios do combate ao trabalho infantil nas plataformas digitais

O aumento da presença de crianças e adolescentes nas redes sociais expõe vulnerabilidades quanto à exploração do trabalho artístico irregular. A assinatura deste acordo judicial sinaliza um novo patamar de responsabilidade das plataformas digitais no controle e na regulação dessas práticas abusivas. O desafio reside em equilibrar a liberdade de expressão e a proteção dos direitos dos menores, impondo regras claras e fiscalização constante para combater o trabalho infantil em ambientes virtuais. O acordo firmado com a Meta deve servir de referência para futuras iniciativas em outras plataformas e regiões, reforçando a atuação integrada entre o setor público e privado na defesa dos direitos infantojuvenis.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Annegret Hilse