Deputado do PT apresenta novas provas à Polícia Federal e reforça denúncia mesmo após retaliações do relator da CPMI do INSS

Lindbergh Farias mantém acusações contra Alfredo Gaspar e entrega novas provas à PF, mesmo diante de represálias judiciais anunciadas pelo relator da CPMI do INSS.
Lindbergh Farias mantém acusações contra Alfredo Gaspar e apresenta novas provas à PF
Lindbergh Farias mantém acusações contra o deputado Alfredo Gaspar após o parlamentar alagoano anunciar medidas judiciais contra ele. No dia 31 de março de 2026, o deputado federal do PT esteve na sede da Polícia Federal para entregar gravações e documentos que reforçam a denúncia contra Gaspar, relator da CPMI do INSS. O material inclui indícios de crimes graves, como estupro de vulnerável, pedofilia, trabalho escravo e tentativas de suborno que chegaram a R$ 400 mil.
Detalhes da denúncia e contexto político da CPMI do INSS
A acusação feita por Lindbergh Farias envolve uma jovem que teria sido vítima de estupro quando tinha 13 anos em Alagoas, hoje com 21 anos e mãe de uma criança de 8. A denúncia aponta que a criança foi registrada em nome de terceiros, enquanto a mãe biológica criou a menina. Além disso, segundo parlamentares, houve tentativas de suborno para garantir impunidade e silenciamento, com transações financeiras de R$ 70 mil e R$ 400 mil. A denúncia foi encaminhada à corregedoria da Polícia Federal para análise técnica da competência e elementos para possível inquérito.
Reação de Alfredo Gaspar e medidas judiciais anunciadas
Alfredo Gaspar negou veementemente as acusações, classificando-as como falsas, levianas e irresponsáveis. Segundo ele, a iniciativa visa desviar o foco das investigações da CPMI do INSS por meio de ataques pessoais sem respaldo. Gaspar declarou que tomará todas as medidas judiciais cabíveis, inclusive no Conselho de Ética, e que prestará notícia crime por coação e denunciação caluniosa na Polícia Legislativa. O deputado reafirmou seu compromisso com a verdade e a responsabilidade.
Análise do impacto político e jurídico das denúncias e retaliações
As acusações contra Alfredo Gaspar, relator da CPMI que investiga fraudes no INSS, representam um capítulo complexo no cenário político nacional. A entrega de novas provas à Polícia Federal demonstra a persistência de Lindbergh Farias em manter a pressão, mesmo diante das retaliações judiciais anunciadas. A ausência de inquérito até o momento indica que a corregedoria ainda avalia a competência para conduzir as investigações, o que pode prolongar o desdobramento do caso. Essa situação gera tensão institucional e coloca em evidência a polarização política em torno da CPMI e do combate às fraudes.
Proteção das vítimas e medidas solicitadas pelas autoridades
Na denúncia, Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke solicitaram a inclusão da vítima, da criança e das testemunhas no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, ou a adoção de medidas protetivas equivalentes. Essa solicitação decorre dos indícios de oferecimento de valores para impedir a comunicação do crime, configurando ameaças que podem comprometer a integridade dos envolvidos. A proteção dessas pessoas é fundamental para garantir a continuidade e a seriedade das investigações.
A investigação segue em análise pela Polícia Federal, enquanto o embate político entre os envolvidos destaca a complexidade do caso e seu impacto no cenário nacional.
Fonte: www.metropoles.com





