Cônsul dos EUA no Rio destaca melhora nas relações bilaterais e aposta em parcerias estratégicas no setor energético

Relação Brasil e EUA registra significativa melhora, com destaque para cooperação em energia nuclear e comércio de produtos de alto valor agregado.
Relação Brasil e EUA ganha novo impulso com iniciativas no setor energético
A relação Brasil e EUA está muito melhor do que estava há poucos meses, afirmou o Cônsul-Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands, durante a abertura da Latam Energy Week no Rio. O diplomata destacou o diálogo intenso entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump como um fator-chave para essa evolução.
Rowlands enfatizou a importância da integração econômica entre os dois países, ressaltando que os Estados Unidos importam do Brasil produtos de maior valor agregado, como maquinário e peças aeroespaciais, ao contrário de outros parceiros que se concentram apenas em commodities.
Parceria estratégica em energia nuclear e a inovação dos pequenos reatores modulares
O avanço na relação Brasil e EUA inclui uma forte aposta na energia nuclear, especialmente na adoção de pequenos reatores modulares (SMRs). O cônsul lembrou que a usina Angra 1 foi construída com apoio da empresa americana Westinghouse e sinalizou que uma nova fase de cooperação está próxima.
Com o plano dos EUA de quadruplicar sua capacidade nuclear até 2050, empresas americanas são líderes mundiais em tecnologia, posicionando o Brasil para expandir seu potencial energético nuclear. O país possui reservas significativas de urânio, conhecimento para fabricação de combustível e vasta experiência operacional em geração nuclear.
Além de prover energia para o consumo interno, a tecnologia SMR pode atender operações offshore de óleo e gás, ampliando a versatilidade e sustentabilidade do setor energético brasileiro.
Integração econômica aprofundada e comércio de produtos de alto valor agregado
Rowlands criticou, indiretamente, países que limitam suas relações comerciais ao fornecimento de commodities, destacando a relevância dos EUA como parceiro que comercializa produtos industriais sofisticados com o Brasil. Essa dinâmica fortalece os laços bilaterais e contribui para a diversificação econômica do Brasil.
Empresas americanas investem em setores como maquinário, aeroespacial e químicos, o que impulsiona a inovação e o desenvolvimento tecnológico no país sul-americano.
Perspectivas para o setor de petróleo e gás no Brasil
O cônsul também ressaltou os recentes avanços nas descobertas de petróleo no Brasil, especialmente no Campo de Marlin, na camada do pré-sal, afirmando que a história do petróleo brasileiro está longe de chegar ao fim.
Elogiando a gestão de Magda Chambriard na Petrobras, Rowlands afirmou que as companhias americanas estão preparadas para serem parceiras duradouras nos projetos de exploração nas regiões da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas, colaborando para o crescimento sustentável do setor.
Compromisso conjunto com a diversificação e acessibilidade energética
Durante seu discurso, o diplomata destacou que Brasil e Estados Unidos compartilham o objetivo de utilizar todas as formas possíveis de energia para torná-la mais acessível e confiável para suas populações. Essa estratégia conjunta visa responder às crescentes demandas tecnológicas, como inteligência artificial e data centers.
Essa cooperação bilateral em energia, comércio e tecnologia sinaliza uma fase promissora na relação Brasil e EUA, com potencial para impactos significativos no desenvolvimento econômico e tecnológico brasileiro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Brasil





