Previsão atualizada indica maior probabilidade do fenômeno afetar o clima brasileiro entre maio e julho de 2026

El Niño tem 61% de chance de se firmar entre maio e julho, elevando riscos climáticos para o Brasil em 2026.
Impactos do El Niño com 61% de chance no clima do Brasil até julho
O fenômeno El Niño tem 61% de chance de se estabelecer no trimestre entre maio e julho de 2026, segundo previsão da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos). Essa alteração climática deve provocar efeitos significativos no Brasil, com chuvas excessivas previstas para as regiões Sul e Sudeste e risco de seca severa no Norte e Nordeste. O agronegócio, representado por diversas entidades do setor, já monitora os impactos para ajustar estratégias diante desse cenário.
Como o aumento das temperaturas subsuperficiais do Pacífico influencia o El Niño
A previsão de 61% de probabilidade do El Niño tem como base o aumento contínuo das temperaturas subsuperficiais no Pacífico equatorial, que permanecem acima da média há cinco meses consecutivos. Esses dados indicam maior energia acumulada e alterações nos padrões atmosféricos globais, que favorecem o desenvolvimento do fenômeno. A NOAA destaca que essa tendência confirma a persistência das condições que favorecem o El Niño, com potencial para mudanças climáticas significativas no primeiro semestre de 2026.
Consequências para o agro e a gestão de recursos hídricos no Brasil
O avanço do El Niño traz implicações para o setor agropecuário brasileiro, que poderá enfrentar desafios devido ao aumento dos riscos de enchentes e doenças fúngicas nas lavouras do Sul e Sudeste. Por outro lado, a seca no Norte e Nordeste pode afetar a produção agrícola e o abastecimento de água. Além disso, a situação eleva o risco para a geração de energia e os reservatórios, exigindo planejamento cuidadoso das autoridades para mitigar impactos ambientais e econômicos.
Histórico recente e evolução da previsão do El Niño em 2026
Em março, a probabilidade do fenômeno ocorrer entre maio e julho era inferior a 50%. A atualização recente indica um aumento para 61%, refletindo o monitoramento contínuo dos dados oceanográficos e atmosféricos. Essa elevação na chance de formação do El Niño demonstra a dinâmica complexa do clima global e a importância de acompanhar sinais precoces para orientar decisões no campo e em políticas públicas.
Monitoramento contínuo reforça preparação para o impacto do El Niño no Brasil
Com a NOAA confirmando alta probabilidade do El Niño até julho, órgãos ambientais, agrícolas e de gestão de recursos hídricos intensificam o monitoramento das condições climáticas. A antecipação das medidas preventivas é crucial para minimizar prejuízos e garantir a segurança alimentar e hídrica no país. A atenção aos sinais no Oceano Pacífico permanece prioridade para ajustar planos e proteger as regiões mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Fênomeno El Niño capturado pela Nasa. • Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa







