Ex-presidente destaca atuação como advogado e consultoria jurídica para Banco Master antes de liquidação

Michel Temer admite pagamentos por consultoria ao Banco Master após sair da vida pública, afirmando que os valores são honorários advocatícios.
Michel Temer detalha recebimento de honorários do Banco Master após deixar vida pública
O ex-presidente Michel Temer confirmou que recebeu honorários advocatícios do Banco Master em prestação de serviços jurídicos contratados após ele deixar a vida pública. Em declaração concedida em 10 de abril de 2026, Temer afirmou que sua atuação como advogado foi motivada pela necessidade de sobreviver profissionalmente após o término de seu mandato. Ele afirmou: “Não recebi dinheiro, recebi honorários, sou advogado. Fui contratado para uma consultoria para o Master antes da decretação da liquidação pelo Banco Central”.
Contexto da liquidação do Banco Master e investigações em curso
O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após uma série de denúncias de fraudes e irregularidades financeiras. Na mesma data, Daniel Vorcaro, então proprietário da instituição, foi preso pela Polícia Federal, ampliando o escândalo. As investigações envolvem ainda outras instituições financeiras, como o Banco de Brasília (BRB), que tentou adquirir o Master em uma operação posteriormente barrada pelo Banco Central. Documentos indicam que ativos fraudulentos foram usados para tentar viabilizar essa negociação, e há suspeitas de participação consciente do BRB no esquema de ativos “podres”.
Relação de Temer com autoridades e o papel na mediação jurídica
Além do contrato de consultoria, Michel Temer admitiu ter participado de uma viagem a Brasília para se reunir com o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o presidente do BRB, além do empresário Daniel Vorcaro. Segundo Temer, o propósito do encontro foi a intermediação e consultoria jurídica relacionada ao Banco Master, reforçando seu papel na tentativa de solucionar a crise financeira por vias legais antes da liquidação.
Pagamentos milionários a advogados e autoridades políticas
Documentos oficiais mostram que o Banco Master realizou pagamentos superiores a R$ 304,5 milhões em 2025 a advogados e consultorias jurídicas. Entre os nomes que receberam valores expressivos estão o ex-presidente Michel Temer e outras figuras públicas como o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o advogado Fabio Wajngarten, conhecido por ter sido secretário de Comunicação Social. O escritório de advocacia ligado a Temer declarou ter recebido R$ 7,5 milhões, embora o banco tenha informado à Receita Federal um valor de R$ 10 milhões. Essas quantias são investigadas no âmbito da CPI do Crime Organizado.
Impacto das descobertas no cenário político e financeiro
O escândalo envolvendo o Banco Master e as instituições relacionadas traz à tona a complexidade da interseção entre política, direito e finanças. A participação de ex-altas autoridades em contratos de consultoria com instituições financeiras em crise levanta debates sobre ética e transparência. As investigações em andamento buscam esclarecer a extensão do envolvimento dos atores políticos e jurídicos e a responsabilização pelos danos financeiros causados. O caso evidencia a necessidade de maior rigor na fiscalização e controle das operações bancárias e políticas no país.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Brasil







