Candidatos apostam em estratégias específicas para conquistar o voto das mulheres em meio à alta da violência contra o gênero

Candidatos apostam em agendas direcionadas ao eleitorado feminino, buscando ampliar apoio frente ao aumento da violência contra mulheres no Brasil.
Estratégias de Flávio Bolsonaro para atrair o eleitorado feminino
Desde o início da pré-campanha de 2026, Flávio Bolsonaro tem direcionado sua agenda para dialogar diretamente com o eleitorado feminino. Em meio ao cenário nacional de aumento da violência contra as mulheres, o senador adota um discurso de posicionamento “antifeminicídio” e defende a proteção ao público feminino. Durante manifestações, ressaltou que as mulheres foram protegidas durante o governo Bolsonaro e que sua eventual gestão continuará esse compromisso.
Uma das ações políticas mais significativas de Flávio foi a articulação para que sua bancada indicasse uma mulher, a deputada federal Soraya Santos, para a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), uma resposta direta às críticas sobre a ausência feminina em cargos de poder. Flávio justificou sua escolha afirmando que a indicação de uma mulher para o TCU causou incômodo, especialmente por não haver atualmente nenhuma representante feminina na corte. Além disso, ele sinalizou a intenção de compor sua chapa com uma candidata a vice mulher, valorizando nomes como a senadora Tereza Cristina.
As iniciativas de Lula para enfrentar a violência contra as mulheres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado reforçar sua base junto ao eleitorado feminino por meio da implementação de políticas públicas focadas na redução da violência de gênero. Em 9 de abril de 2026, sancionou um pacote de leis que prevê o uso imediato de tornozeleira eletrônica em agressores quando houver risco à integridade da mulher e seus dependentes.
Além disso, o governo federal lançou o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, um programa que integra os Três Poderes para proteger as vítimas e responsabilizar agressores. Entre as ações previstas estão o monitoramento contínuo, campanhas nacionais para engajamento masculino contra a violência e um aumento na pena de feminicídio para até 40 anos.
Apesar dessas medidas, Lula enfrenta críticas pela baixa representatividade feminina em cargos de liderança e indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde apenas homens foram nomeados durante seu mandato atual.
Ronaldo Caiado e a experiência na gestão estadual voltada às mulheres
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, destaca sua experiência administrativa e ações concretas voltadas à segurança das mulheres como parte central de sua campanha para a Presidência. Ele tem feito vídeos de inserções de TV enfatizando a redução dos feminicídios em Goiás, o estado que mais diminuiu os casos no país.
Caiado adota uma narrativa de “mão pesada” contra criminosos, ressaltando que sua gestão não apenas sinaliza compromisso, mas implementa medidas efetivas para combater a violência. Assim como Flávio Bolsonaro, o pré-candidato do PSD considera uma mulher para compor sua chapa como vice, projetando um compromisso real com a pauta feminina.
Desafios e críticas sobre representatividade feminina no cenário político atual
Embora as estratégias busquem ampliar a participação das mulheres, o cenário político ainda apresenta desafios significativos. No governo Lula, a presença feminina no primeiro escalão foi reduzida após substituições por ministros homens. No Judiciário, a indicação majoritária masculina para o STF contrasta com as promessas de maior equidade.
Por sua vez, o PL, partido de Flávio Bolsonaro, utiliza a ausência feminina em cargos importantes do governo petista como crítica à oposição. A disputa política inclui ainda tentativas de associar adversários a posturas misóginas, amplificando o debate sobre a condição da mulher na política e na sociedade.
O eleitorado feminino como foco estratégico nas eleições de 2026
O eleitorado feminino permanece um dos segmentos mais decisivos da política brasileira, especialmente em um contexto de aumento da violência contra as mulheres. Os candidatos têm investido em agendas específicas, que vão desde indicações para cargos públicos até a sancionamento de políticas públicas e comunicação de gestão efetiva.
Essa mobilização reflete não apenas uma tentativa eleitoral, mas também o reconhecimento da urgência de enfrentar questões estruturais que impactam diretamente a vida das mulheres. A eficácia dessas estratégias pode ser determinante para o resultado das eleições e para o avanço da pauta feminina no país.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Lula • CNN







