Cotações internacionais do açúcar sobem impulsionadas pela preocupação com o El Niño e impactos na safra mundial

O açúcar reagiu em alta nas bolsas internacionais, influenciado pela preocupação com o El Niño e seus efeitos sobre a produção global.
Açúcar reagiu em alta em 1º de fevereiro com foco nos riscos climáticos
O açúcar reagiu em alta nas principais bolsas internacionais na última segunda-feira (1º), impulsionado pela crescente preocupação do mercado com os riscos climáticos, especialmente o avanço do fenômeno El Niño e seus potenciais impactos sobre grandes produtores globais. A atenção dos investidores está voltada para as incertezas que o clima pode impor ao desenvolvimento da safra mundial, gerando volatilidade nas cotações.
Impacto do El Niño sobre as principais regiões produtoras de açúcar
O fenômeno climático El Niño, com 82% de probabilidade de formação entre maio e julho segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), eleva as apreensões quanto à estabilidade da produção de açúcar. A Índia, segunda maior produtora mundial, teve sua previsão de chuvas para a temporada de monções recentemente revisada para baixo, aumentando os temores sobre a produtividade da safra 2026/27. Além disso, regiões produtoras como Brasil e Tailândia também são monitoradas, dado seu papel estratégico no abastecimento global.
Desempenho das bolsas: avanços em Nova Iorque e Londres
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos de açúcar para julho e outubro fecharam em alta, cotados a 14,45 cents e 14,94 cents por libra-peso, respectivamente, registrando valorização de cerca de 40 pontos. Em Londres, os ganhos foram mais expressivos, com o açúcar branco para agosto e outubro subindo acima de mil pontos, negociado a US$ 450,00 e US$ 444,50 por tonelada, refletindo a sensibilidade do mercado às questões climáticas e oferta.
Produção brasileira cresce e pressiona o mercado global
Apesar da alta nas cotações, a expansão da produção brasileira exerce pressão sobre os preços internacionais. Dados recentes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) revelaram que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil alcançou 2,475 milhões de toneladas em abril da safra 2026/27, um aumento de 55,3% em relação ao mesmo período anterior. Esse crescimento reforça a percepção de maior oferta no mercado, equilibrando os receios ligados ao clima.
Perspectivas e equilíbrio entre oferta e riscos climáticos
O mercado do açúcar permanece dividido entre a expectativa de uma oferta robusta, especialmente pelo avanço da produção brasileira, e as incertezas impostas pelo clima global, que podem afetar regiões-chave como Índia e Tailândia. Essa dinâmica mantém a commodity em um cenário de volatilidade, com investidores atentos às próximas atualizações meteorológicas e dados produtivos que poderão redefinir os rumos das cotações no curto e médio prazo.
Fonte: www.noticiasagricolas.com.br







