Advogado defende policial militar por disparo único em legítima defesa

Defesa sustenta que policial agiu para cessar agressão em ação na Cidade Tiradentes, em São Paulo

Advogado defende policial militar por disparo único em legítima defesa
Policial militar citada em investigação por disparo durante abordagem em São Paulo. Foto: Defesa de PM que matou moradora alega Legítima Defesa  • Reprodução

Defesa da policial militar afirma que disparo único foi feito em legítima defesa para cessar agressões em São Paulo.

Contexto do incidente na Cidade Tiradentes envolvendo policial militar

A legítima defesa policial militar é o ponto central das alegações da defesa da policial Yasmin Cursino Ferreira, que matou Thawanna Da Silva Salmázio na madrugada do dia 3 de abril, na Cidade Tiradentes, zona Leste de São Paulo. Conforme o advogado Alexandre Guerreiro, a ação de Yasmin ocorreu em resposta a agressões da vítima e se limitou a um único disparo para cessar o conflito.

Detalhes do ocorrido e depoimentos das partes envolvidas

Na noite de 2 de abril, a viatura policial passou em alta velocidade próximo a Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalves dos Santos. A discussão iniciou-se por conta dessa velocidade. Segundo o depoimento da policial, ela e sua equipe decidiram retornar ao local para averiguar a situação, momento em que foram confrontados. Durante o embate, Thawanna teria agredido Yasmin com um tapa no rosto, levando a policial a usar força para conter a agressão.

Investigação e medidas adotadas pelas autoridades responsáveis

A Secretaria de Segurança Pública afastou os policiais envolvidos das atividades operacionais e apreendeu a arma da policial. A Corregedoria da Polícia Militar investiga a ausência do uso da câmera corporal pela militar. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e as corregedorias acompanham o inquérito policial militar e civil, analisando provas, laudos periciais e depoimentos com rigor.

Reação da comunidade local e impacto social após o ocorrido

Após o disparo fatal, moradores da Cidade Tiradentes organizaram protestos que culminaram na tentativa de incendiar um ônibus na rua Luis Carlos Libay, refletindo a tensão e insatisfação diante da morte de Thawanna. O episódio gerou debates sobre a atuação policial em regiões periféricas e a rapidez no atendimento emergencial.

Análise das implicações legais da alegação de legítima defesa policial militar

O argumento da legítima defesa policial militar baseia-se na necessidade de cessar agressões iminentes contra os agentes de segurança. No entanto, a ausência da câmera corporal durante a ação e questionamentos sobre o tempo de socorro à vítima levantam dúvidas que as investigações tentarão esclarecer. A decisão judicial dependerá da comprovação da proporcionalidade e necessidade do uso da força na situação apresentada.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Defesa de PM que matou moradora alega Legítima Defesa  • Reprodução