Grupo especial da AGU vai analisar ações da concessionária e pode sugerir medidas judiciais em até 30 dias
AGU criou grupo para avaliar providências da Enel após apagões em São Paulo e pode sugerir ações judiciais em 30 dias.
Grupo especial da AGU avalia medidas da Enel após apagões em São Paulo
A AGU avalia medidas da Enel após apagões que afetaram a Região Metropolitana de São Paulo em dezembro de 2025. A Advocacia Geral da União criou um grupo especial para analisar detalhadamente as ações adotadas pela concessionária desde o primeiro episódio de grande impacto, conforme despacho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo tem o prazo de 30 dias úteis para apresentar um relatório circunstanciado, que poderá embasar a adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais caso sejam identificadas falhas na prestação do serviço público.
Composição e atribuições do grupo de trabalho da AGU
O grupo será oficialmente instalado em 19 de janeiro de 2026 e contará com representantes da Procuradoria Geral Federal (PGF), da Procuradoria Geral da União (PGU) e da Consultoria Geral da União (CGU). Também integram a equipe advogados da Procuradoria Federal Especializada junto à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da consultoria jurídica do Ministério de Minas e Energia. Sob coordenação da Secretaria Geral de Consultoria da AGU, o grupo terá autonomia para requisitar documentos, solicitar informações técnicas, adotar medidas para preservação de provas e promover diligências necessárias para a instrução do relatório.
Contexto dos apagões e impacto na Região Metropolitana de São Paulo
A Enel é a concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica na capital paulista e em municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Os apagões ocorridos em dezembro de 2025 causaram diversas interrupções no fornecimento de energia, afetando residências, comércio e serviços públicos. Esses episódios motivaram a atuação do governo federal para garantir a qualidade do serviço e a segurança da população, evidenciando a importância do controle e fiscalização rigorosa sobre o setor elétrico.
Importância do relatório para decisões judiciais e institucionais
O relatório produzido pelo grupo da AGU terá papel fundamental na avaliação das condutas da Enel diante das sucessivas quedas de energia. A análise detalhada das interrupções e das providências adotadas poderá revelar eventuais falhas na prestação do serviço público. Assim, o documento pode fundamentar ações judiciais e extrajudiciais, visando a responsabilização da concessionária e a adoção de medidas para evitar novos apagões e garantir a continuidade do fornecimento energético.
Perspectivas e próximos passos após a conclusão do relatório
Com o prazo de 30 dias para conclusão do documento, contados a partir da designação formal dos integrantes, o grupo poderá solicitar prorrogação mediante justificativa. Após a entrega do relatório circunstanciado, autoridades federais deverão avaliar as recomendações e decidir sobre medidas jurídicas ou institucionais cabíveis. A iniciativa demonstra o comprometimento do governo federal em garantir a qualidade dos serviços públicos essenciais, como o fornecimento de energia elétrica, e a transparência na fiscalização das concessionárias.





