Algodão sobe quase 1% em Nova York e recupera perdas de outubro

Contrato de dezembro fecha a 78,53 cents por libra-peso após recuo de 2,96% na semana anterior

Algodão sobe quase 1% em Nova York e recupera perdas de outubro
Algodão em maturação; colheita americana avança acima da média histórica

Preços futuros do algodão na Bolsa de Nova York recuperam parte das perdas registradas em outubro, com valorizações próximas de 1% nesta segunda-feira.

Os preços futuros do algodão iniciaram novembro em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) nesta segunda-feira (2), recuperando parte das perdas registradas na última semana de outubro. O avanço da colheita norte-americana, o desempenho das exportações e o posicionamento dos investidores nos contratos futuros continuam no radar do mercado.

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o contrato de dezembro de 2026 era negociado a 78,53 cents por libra-peso, com valorização de 0,90% em relação ao fechamento anterior. O contrato de março de 2027 avançava 0,82%, cotado a 82,26 cents, enquanto o de maio de 2027 registrava ganho de 0,71%, para 83,82 cents. O contrato de julho de 2027 subia 0,87%, negociado a 84,46 cents por libra-peso.

A recuperação ocorre após uma sexta-feira (30) marcada por novas perdas. Naquela ocasião, o contrato de dezembro de 2026 encerrou a sessão a 77,83 cents por libra-peso, acumulando desvalorização de aproximadamente 2,96% em relação ao fechamento de 23 de outubro, quando estava cotado a 80,20 cents.

O balanço mensal apresentou oscilações menos intensas. Na comparação com o fechamento de setembro, de 78,52 cents por libra-peso, o contrato de dezembro de 2026 terminou outubro praticamente estável, com recuo de 0,88%. O comportamento mostra que parte relevante da pressão recente ficou concentrada na última semana do mês.

O desenvolvimento da safra norte-americana permanece entre os principais fundamentos acompanhados pelo mercado internacional de algodão. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita havia alcançado 52% da área cultivada até 25 de outubro, ritmo sete pontos percentuais superior à média dos últimos cinco anos. O levantamento também apontou que 89% dos capulhos estavam abertos, percentual três pontos abaixo da média histórica.

A entrada da produção amplia a disponibilidade do produto no mercado e mantém a atenção sobre as condições de oferta ao longo dos próximos meses. Do lado da demanda, os compromissos de venda externa continuam sendo acompanhados pelos operadores, que buscam avaliar se a queda recente de preços poderá impulsionar novas compras internacionais ou se pressões estruturais seguirão limitando o ritmo de negócios.