Aliados de Lula e Flávio travam guerra digital no WhatsApp para segundo turno

PT mobiliza 'Exército do Lula' com 4 milhões de pessoas, enquanto PL opera 'Tropa do Flávio' com 1,6 milhão de inscritos

Aliados de Lula e Flávio travam guerra digital no WhatsApp para segundo turno
Candidatos à presidência Lula e Flávio disputam segundo turno. Foto: Kassio reúne campanhas de Flávio e Lula após decisões conflitantes no TSE

Campanhas de Lula e Flávio usam canais no WhatsApp com milhões de inscritos para disseminar conteúdo e mobilizar votos para o segundo turno da eleição presidencial.

Aliados dos candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotam estratégias distintas em guerra digital no WhatsApp para mobilizar votos no segundo turno das eleições presidenciais.

O deputado federal André Janones (Rede) organizou um canal com mais de quatro milhões de pessoas intitulado “Exército do Lula”. O canal foi derrubado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após não cumprir regras impostas pela Justiça Eleitoral. Janones informou que pretende retomar o canal uma vez que a campanha de Lula faça o registro oficial. Na manhã desta terça-feira (14), o canal aparecia como “fechado” no Brasil.

Governistas abastecem, simultaneamente, o “canal do Lula”, que conta com 1,5 milhão de seguidores. O modelo adotado distribui missões de compartilhamento aos inscritos, replicando a estratégia de Janones.

O PL opera a “Tropa do Flávio”, um canal no WhatsApp com 1,6 milhão de inscritos. Nas publicações, são disseminados vídeos de Flávio, recortes de propostas e conteúdos críticos a Lula.

O partido também utiliza o “Flaviômetro”, ferramenta acessível pela web que mapeia o engajamento de políticos eleitos para o Congresso em 2027, senadores em mandato e 512 prefeitos. A plataforma faz postagens dos políticos e cria ranking que identifica quem mais citou Flávio, quem pediu voto e quem publicou mais vídeos. Postagens somente com conteúdos sobre Lula ou PT não são contabilizadas.

No ranking da manhã desta terça-feira (14), o deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) aparece como líder de engajamento. O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) ocupam as posições seguintes.