Especialista orienta produtores a identificar principais pragas da soja

Monitoramento frequente permite avaliar riscos e definir estratégias de controle adequadas sem intervenções desnecessárias

Especialista orienta produtores a identificar principais pragas da soja
Monitoramento é essencial para identificar pragas na lavoura de soja

Identificação correta de pragas permite avaliar riscos e definir estratégias de controle mais adequadas nas lavouras de soja

A identificação das pragas é uma etapa fundamental para evitar prejuízos nas lavouras de soja. De acordo com o especialista em fitossanidade Luis Fernando Luna, reconhecer corretamente os organismos presentes no campo permite avaliar os riscos e definir estratégias de controle mais adequadas.

Entre os principais grupos que exigem atenção estão lagartas, percevejos, besouros, ácaros, mosca-branca, mosca-minadora e tripes. Embora possam comprometer o desenvolvimento da cultura, essas pragas apresentam características diferentes e exigem monitoramento específico conforme a espécie e a estrutura da planta afetada.

No grupo das lagartas, destacam-se a lagarta-da-soja, as falsas-medideiras, a Helicoverpa, a lagarta-do-cartucho e as lagartas-das-vagens. Entre os percevejos, aparecem espécies como o percevejo-marrom, o percevejo-verde e o percevejo-verde-pequeno. Besouros e bicudos também integram a relação de organismos que precisam ser observados durante o ciclo produtivo.

Outros grupos importantes incluem os ácaros rajado, branco e verde, além da mosca-branca, da mosca-minadora e dos tripes. A identificação dessas pragas deve ser acompanhada pela avaliação dos danos em folhas, hastes, vagens e demais estruturas da planta.

“O monitoramento frequente deve considerar tanto a população dos organismos quanto o estádio de desenvolvimento da soja. A presença de um inseto na lavoura, isoladamente, não significa que seja necessária uma aplicação de inseticida”, observa Luna.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) reúne práticas de observação, identificação e avaliação dos níveis de infestação. Trata-se de uma estratégia que busca otimizar o controle de pragas considerando critérios técnicos e as condições específicas de cada lavoura, evitando intervenções desnecessárias que possam prejudicar o ambiente e aumentar custos de produção.