Queda nos preços de arroz, feijão e carnes contribui para IPCA abaixo da meta anual
Em 2025, a inflação dos alimentos atingiu o menor patamar desde 2023, impulsionada pela queda nos preços de itens essenciais como arroz, feijão e carnes, segundo o IBGE.
A inflação dos alimentos em 2025 apresentou um comportamento surpreendentemente moderado, contribuindo para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechasse o ano em 2,95%, dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central. A inflação dos alimentos, que influencia diretamente o custo de vida da população, foi decisiva para esse cenário mais favorável.
Contexto da inflação dos alimentos em 2025
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que os preços de alimentos básicos como arroz e feijão tiveram deflação em 2025. Essa queda nos preços desses itens, essenciais na alimentação dos brasileiros, ajudou a conter a alta geral da inflação. O IPCA acumulado em 12 meses até dezembro de 2025 mostrou a menor taxa desde 2023, quando também houve deflação em alguns alimentos.
O grupo de alimentos é dividido em dois segmentos principais, que apresentaram comportamentos diferenciados:
Alimentação no domicílio: inflação de 1,43%, a mais baixa desde 2023.
Alimentação fora do domicílio: inflação de 6,97%, refletindo aumento nos serviços de alimentação.
Variação dos preços por categoria de alimentos
O levantamento detalhado do IBGE aponta que, enquanto alguns produtos tiveram queda significativa, outros registraram aumentos, evidenciando um cenário misto:
Tubérculos:
- Inhame: queda de 18,64%
- Batata-inglesa: queda de 13,65%
- Pimentão: alta de 30,93%
- Mandioca: alta de 13,02%
Hortaliças e verduras:
- Alface: deflação de 5,05%
- Brócolis: queda de 3,87%
- Couve-flor: queda de 3,39%
- Couve: queda de 3,28%
- Coentro: aumento de 17,96%
Frutas:
- Abacate: deflação expressiva de 42,02%
- Manga: aumento de 21,75%
- De 21 frutas pesquisadas, 10 apresentaram queda de preços
Carnes:
- Carne de porco: deflação de 1,83%
- Filé-mignon bovino: queda de 1,49%
- Picanha bovina: alta de 2,82%
- Fígado bovino: aumento de 9,06%, maior alta no grupo
Impacto no custo de vida e economia doméstica
A deflação em itens básicos como arroz e feijão contribui diretamente para aliviar o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de menor renda, para as quais esses alimentos representam uma parcela significativa dos gastos mensais. A contenção dos preços desses produtos ajuda a reduzir o impacto da inflação geral, favorecendo o poder de compra do consumidor.
Além disso, a inflação mais baixa dos alimentos traz efeitos positivos para a economia, colaborando para uma menor pressão sobre a taxa de juros e possibilitando um ambiente mais estável para investimentos e consumo.
Cenário para 2026 e recomendações para os consumidores
Apesar do desempenho positivo em 2025, a inflação dos alimentos pode apresentar variações em 2026, especialmente em função de fatores climáticos, safras e custos de produção. Por isso, é importante que consumidores e comerciantes fiquem atentos:
Monitoramento de preços: acompanhar as variações para aproveitar promoções e evitar desperdícios.
Planejamento de compras: priorizar produtos da estação e diversificar a alimentação para reduzir custos.
Atenção ao mercado externo: oscilações cambiais e políticas agrícolas internacionais podem influenciar os preços locais.
Serviço e Segurança para o consumidor
Para se manter informado e proteger seu orçamento, confira também:
O site do IBGE disponibiliza mensalmente o índice de preços atualizado para acompanhamento.
Programas de apoio e políticas públicas podem ser consultados para verificar benefícios e subsídios em alimentos básicos.
Mercados locais e feiras são alternativas para compras com preços mais competitivos.
Manter-se informado sobre o comportamento dos preços é fundamental para garantir segurança econômica e qualidade de vida durante toda a temporada de 2026.





