Especialista alerta que histórico regional não é suficiente; fatores genéticos, ambientais e de manejo precisam ser avaliados em conjunto para safra 2026/2027

Engenheiro agrônomo destaca que análise de solo é decisiva para manejo adequado e máxima produtividade do trigo na próxima safra
A análise de solo para trigo funciona como um exame de sangue para o paciente: revela o estado geral da saúde da lavoura e orienta o tratamento mais adequado. Essa é a visão do engenheiro agrônomo Ubirajara Fontoura, que alerta agricultores contra a dependência exclusiva de médias históricas de produtividade regional para decisões de manejo.
Por que o histórico regional não é suficiente
Confiar apenas em produtividades passadas de uma região deixa brechas para perdas significativas. Cada safra apresenta particularidades que podem potencializar ou reduzir o desempenho da cultura. Variações climáticas, alterações no perfil do solo e mudanças na composição microbiológica influenciam diretamente o resultado final.
A tríade do manejo eficiente
Fontoura aponta três pilares indissociáveis para maximizar a expressão do potencial produtivo: fatores genéticos, ambientais e de manejo. Os fatores genéticos referem-se à escolha de cultivares adequadas. Os ambientais englobam clima, topografia e características químicas e físicas do solo. Já o manejo compreende adubação, controle de pragas e doenças, e práticas culturais.
Análise de solo como ferramenta de diagnóstico
A análise de solo fornece dados concretos sobre teores de nutrientes, pH, capacidade de troca catiônica e matéria orgânica. Com essas informações, é possível prescrever adubações mais precisas e evitar desperdícios de recursos. Solos deficientes em potássio, fósforo ou cálcio podem ser corrigidos antes do plantio, prevenindo limitações nutricionais que comprometeriam a safra.
Perspectiva para a safra 2026/2027
Na safra 2026/2027, agricultores que investirem em diagnósticos completos estarão melhor posicionados para enfrentar variabilidades climáticas e aproveitar oportunidades de crescimento produtivo. A análise técnica integrada reduz riscos e otimiza a alocação de insumos, resultando em maior retorno econômico por hectare cultivado.





