ANP determina interdição total da refinaria Refit por falhas críticas de segurança

Agência Nacional do Petróleo suspende operação integral da Refit devido a riscos graves no sistema de combate a incêndios e exige correções imediatas

ANP interdita totalmente a refinaria Refit por falhas críticas no sistema contra incêndios, exigindo correções para retomada da operação.

Interdição total da refinaria Refit reforça riscos críticos no sistema de segurança

A interdição total da refinaria Refit pela ANP, decidida em 29 de janeiro de 2026, enfatiza graves falhas de segurança operacional, especialmente no sistema fixo de combate a incêndios (SFCI). A inspeção realizada em 14 de janeiro revelou que a infraestrutura atual não atende aos requisitos mínimos para conter incêndios em grandes tanques, colocando em risco a integridade da unidade e a segurança dos trabalhadores. A necessidade de correção integral dos problemas é condição para a retomada das operações.

Principais falhas identificadas no sistema de combate a incêndios da Refit

O laudo da ANP aponta que o volume de água disponível no SFCI está subdimensionado em cerca de 40%, com destaque para o tanque F-201B, que armazena 22.760 m³ de produtos inflamáveis, mas conta com fornecimento insuficiente de água para situações de emergência. Além disso, as bombas e válvulas de pressão estão inadequadas para os cenários críticos previstos. A ausência de detectores de gás inflamável e de incêndio em pontos estratégicos da refinaria agrava ainda mais o risco operacional. Brigadistas estão expostos a níveis de radiação que podem ultrapassar o dobro do limite seguro, aumentando a vulnerabilidade humana no local.

Histórico da interdição e exigências para retomada das operações

Esta é a segunda vez que a refinaria Refit sofre interdição pela ANP em menos de seis meses, tendo sofrido suspensão total em setembro de 2025. Naquela ocasião, foi autorizada operação parcial limitada à torre de destilação, medida agora revogada devido à persistência e gravidade dos riscos. Para que a interdição seja suspensa, a refinaria deve implementar correções técnicas completas, realizar testes de todos os equipamentos atualizados e executar simulados de emergência para validar a capacidade de resposta. Além disso, terá que apresentar um plano detalhado para retirar os produtos de risco armazenados em até 48 horas, minimizando potenciais danos em casos de acidentes.

Impactos da interdição da Refit no setor de petróleo e segurança industrial

A decisão da ANP repercute no setor de petróleo, evidenciando que mesmo unidades importantes enfrentam desafios estruturais que comprometem a segurança e a continuidade operacional. A manutenção rigorosa e atualização dos sistemas de combate a incêndios são fundamentais para prevenir acidentes graves e proteger vidas humanas. A ampliação da interdição total sinaliza uma postura mais rigorosa das autoridades regulatórias, que priorizam a segurança e a mitigação de riscos em toda a cadeia produtiva.

Próximos passos para a refinaria Refit diante das exigências regulatórias

A Refit terá o desafio de implementar as mudanças exigidas em prazo ainda não divulgado, com foco em solucionar as falhas apontadas para garantir a segurança operacional. A implementação de novos equipamentos, a revisão dos sistemas de monitoramento e a capacitação das equipes de emergência serão determinantes para a retomada segura das operações. O cumprimento dessas medidas deverá ser acompanhado por novas fiscalizações da ANP, que manterá o monitoramento rigoroso até a completa normalização da refinaria.