Apoio estratégico da China à Venezuela na crise com os EUA

Wang Yi reafirma laços e critica sanções americanas.

O chanceler chinês Wang Yi reafirmou o apoio à Venezuela em meio a tensões com os EUA.

O chanceler chinês Wang Yi reafirmou seu apoio ao regime de Nicolás Maduro durante uma ligação telefônica com Yván Gil, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, na quarta-feira, dia 17 de dezembro de 2025.

Relações de confiança mútua

Wang caracterizou a relação entre China e Venezuela como uma “tradição de confiança mútua”. Em suas declarações, ele criticou o que chamou de “bullying unilateral” por parte de potências externas, enfatizando a necessidade de resistência contra as sanções impostas pelos Estados Unidos. Este apoio é particularmente significativo em um momento em que a Venezuela enfrenta uma intensa pressão diplomática e econômica.

Críticas às sanções americanas

O governo de Donald Trump tem promovido um cerco militar ao país sul-americano, justificando suas ações como medidas de segurança nacional e combate ao narcotráfico. Desde setembro, os EUA têm atacado embarcações no Pacífico que supostamente estão ligadas ao tráfico de drogas, além de mobilizar forças militares nas proximidades da Venezuela e bloquear petroleiros sob sanção americana.

Defesa da soberania venezuelana

Durante a conversa, Wang Yi enfatizou que a Venezuela tem o “direito de desenvolver de forma independente a cooperação mutuamente benéfica com outros países”. Ele reiterou que a comunidade internacional deve entender e apoiar a posição da Venezuela na defesa de seus direitos e interesses legítimos.

O papel da China na economia venezuelana

A posição de apoio da China também reflete sua estratégia de desafiar a hegemonia do dólar e as sanções de Washington. Como principal comprador do petróleo venezuelano, a China busca garantir não apenas suas próprias necessidades energéticas, mas também proporcionar um suporte político ao governo de Maduro em suas dificuldades. Gil, por sua vez, assegurou a Wang que o governo venezuelano “não aceitará ameaças de qualquer força hegemônica”, buscando no apoio chinês um fortalecimento diante das adversidades.

A conversa entre os dois chanceleres marca um importante passo na consolidação das relações sino-venezuelanas em um contexto de tensões globais.