Apreensão de R$ 800 mil revela esquema em fornecimento hospitalar

Dinheiro encontrado com sócia de empresa contratada pelo governo de Goiás

Apreensão de R$ 800 mil revela esquema em fornecimento hospitalar
Dinheiro foi encontrado em caminhonete com adesivo "Fora, Lula"

A Polícia Federal apreendeu R$ 800 mil em dinheiro vivo com sócia de empresa fornecedora de hospitais em Goiás.

A apreensão de R$ 800 mil pela Polícia Federal em Goiás, realizada no dia 22 de dezembro de 2025, revela um cenário preocupante sobre a transparência nas contratações de empresas que fornecem serviços hospitalares aos governos estadual e federal. O dinheiro foi encontrado com Cejana Pires Guimarães, sócia da empresa MGB Produtos Hospitalares, em uma abordagem realizada na região nobre de Goiânia.

O contexto da apreensão

A ação policial ocorreu em resposta a uma atitude suspeita de um veículo, onde estava Cejana, acompanhada de André Luiz de Oliveira, sócio em outra empresa. A MGB, com um capital social de R$ 1,5 milhão e autorização da Anvisa, é conhecida por fornecer uma variedade de produtos hospitalares, incluindo kits de aspiradores e próteses. A empresa possui um histórico de contratos com instituições públicas, levantando questões sobre a origem do montante apreendido e a possível relação com suas atividades comerciais.

Detalhes da abordagem

Durante a abordagem, os policiais encontraram maços de dinheiro em notas diversas, acondicionados em uma mochila. Cejana alegou que o montante era proveniente de sua empresa e que tinha acabado de realizar um saque. Contudo, as investigações revelam que ela possui antecedentes criminais relacionados a crimes de natureza similar, embora a polícia não tenha especificado quais.

Implicações e próximos passos

A apreensão levanta questões críticas sobre a regulamentação e fiscalização das empresas fornecedoras de serviços à saúde pública. A MGB, além de contratos com o governo estadual, também recebeu R$ 1 milhão do governo federal desde 2020, o que aumenta a preocupação sobre a legalidade de suas operações. A investigação continua, e a liberação de Cejana e André não encerra o caso, já que seus celulares foram apreendidos para análise.

O caso destaca a necessidade urgente de uma revisão nos processos de contratação e acompanhamento de empresas que atuam no setor de saúde, garantindo que recursos públicos sejam utilizados de forma adequada e transparente.

Fonte: noticias.uol.com.br

Nota à imprensa

A respeito da ação policial realizada no dia 22/12 e divulgada pela imprensa, cumpre ressaltar que não há qualquer ilicitude quanto à origem dos recursos sacados em espécie. A defesa das pessoas física e jurídica citadas prontamente apresentou esclarecimentos que comprovam e segue atuante para dirimir eventuais dúvidas e demonstrar a origem lícita dos recursos que foram sacados cumprindo rigorosamente todos os procedimentos exigidos pelo sistema financeiro brasileiro.

Os valores foram pagos à empresa por serviços prestados ao setor privado, conforme previsto em contrato, de forma legal e documentada. Portanto, não há que se falar em qualquer tipo de ilegalidade no caso. É um absurdo falar-se em qualquer tipo de crime detectado, uma ilação tentada com intuito de levantar suspeitas sobre uma empresa que atua dentro da total legalidade há quase três décadas.

Acreditamos que, respeitado o devido processo legal, as próprias autoridades policiais e a Justiça darão por encerradas as apurações e afastarão quaisquer dúvidas que tenham sido levantadas.

David Soares, advogado criminalista – OAB/GO: 25.515

André Luiz Aidar Alves, advogado empresarialista – OAB/GO 23.010