Arábica cai quase 3% em Nova York e estende sequência de quedas

Contrato de dezembro recua para 285,50 cents por libra-peso, acumulando desvalorização de 7,14% desde sexta-feira

Arábica cai quase 3% em Nova York e estende sequência de quedas
Plantação de café; cotações acompanham perspectivas de oferta internacional

Arábica perde 2,81% nesta quarta-feira em Nova York, com contrato dezembro negociado a 285,50 cents por libra-peso.

O café arábica fechou quarta-feira (28) com desvalorização de 2,81% na Bolsa de Nova York, ampliando a sequência de quedas nos primeiros pregões da semana.

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a 285,50 cents por libra-peso. O março/27 recuava 2,19% para 274,95 cents, enquanto o maio/27 perdia 2,08% para 271,35 cents por libra-peso. O julho/27 apresentava desvalorização de 2,01% a 268,65 cents, e o setembro/27 caía 2,14% para 265,60 cents.

Considerando a cotação desta manhã, o contrato dezembro acumula desvalorização de aproximadamente 7,14% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), quando estava a 307,45 cents. Na terça-feira (27), o arábica dezembro havia encerrado a 293,75 cents com queda de 2,39%, após recuar 2,11% na segunda-feira.

Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), o robusta registrava perdas mais moderadas. Na atualização das 7h44 pelo horário de Barchart, o robusta janeiro/27 era negociado a US$ 3.212 por tonelada, com baixa de US$ 8, equivalente a 0,25%. O março/27 perdia US$ 9 para US$ 3.196 por tonelada, enquanto o maio/27 recuava US$ 3 para US$ 3.191.

O comportamento divergente entre as variedades ocorre após recuperação do robusta na terça-feira, quando o contrato janeiro/27 havia avançado US$ 19, encerrando a US$ 3.220 por tonelada. Apesar da pequena correção nesta manhã, Londres permanece relativamente mais resistente do que Nova York.

O mercado internacional continua avaliando perspectivas de abastecimento para os próximos meses, considerando a recuperação dos embarques de café no Brasil, as condições climáticas e os estoques certificados. As oscilações do câmbio brasileiro também seguem influenciando as cotações, afetando a competitividade das exportações do país no mercado internacional.