Cultura apresenta bom desenvolvimento fisiológico com produtividades alinhadas às estimativas iniciais

O arroz mantém desenvolvimento adequado no Rio Grande do Sul, com produtividades dentro das expectativas iniciais.
Desenvolvimento fisiológico do arroz no Rio Grande do Sul em 19 de janeiro
O arroz mantém desenvolvimento dentro do esperado no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado em 19 de janeiro. A cultura apresenta bom desenvolvimento fisiológico, favorecido pela elevada radiação solar e disponibilidade hídrica adequada nos sistemas de irrigação, o que contribui para a saúde das lavouras. A maior parte das plantações está em fases reprodutivas, como floração e enchimento de grãos, com o avanço gradual da colheita nas áreas mais precoces. A Emater/RS-Ascar destaca que as altas temperaturas durante a antese podem ter provocado esterilidade parcial em algumas espiguetas, o que pode impactar pontualmente o rendimento final.
Revisão de área cultivada e estimativas de produtividade para 2026
De acordo com dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a área inicialmente estimada em 920.081 hectares foi revisada para 891.908 hectares. A produtividade projetada atinge 8.752 quilos por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar. Esses números refletem o cenário atual, condicionado à manutenção das condições hídricas e térmicas durante as fases de enchimento e maturação dos grãos. A perspectiva geral é otimista, embora haja atenção aos riscos ocasionais de esterilidade floral devido a picos de temperatura e baixa umidade relativa em algumas regiões.
Situação das lavouras por região administrativa do Rio Grande do Sul
Na região administrativa de Bagé, as lavouras mais precoces já estão em fase de maturação, enquanto outras áreas permanecem em enchimento de grãos e floração. Em Uruguaiana, a colheita começou nas primeiras áreas, embora ainda represente uma pequena parte do total cultivado. Santana do Livramento apresenta desenvolvimento favorecido pela radiação solar, sem anomalias fitotécnicas significativas.
Em Pelotas, 48% das áreas estão em floração, 34% em enchimento de grãos, 15% em desenvolvimento vegetativo e 3% em maturação. Embora o desenvolvimento seja considerado normal, temperaturas acima de 35°C durante a floração podem ter causado esterilidade parcial das espiguetas, podendo reduzir o rendimento final.
Na região de Santa Maria, a colheita avançou de forma incipiente, com produtividades em linha com as expectativas iniciais. Mais de 70% das áreas estão em fase reprodutiva e pouco mais de 10% em maturação. Em Dona Francisca, as produtividades permanecem em torno de 9.000 quilos por hectare conforme a colheita progride.
Na região de Soledade, 47% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 23% em enchimento de grãos, 4% em maturação e 1% em colheita. O desenvolvimento é beneficiado pela radiação solar e temperaturas, embora haja risco pontual de esterilidade floral devido a picos térmicos e baixa umidade relativa. A disponibilidade hídrica nos reservatórios e cursos d’água é considerada adequada, sustentando o quadro produtivo dentro da normalidade.
Impactos climáticos e perspectivas para a colheita do arroz em 2026
As temperaturas elevadas durante a antese têm sido o principal fator de preocupação para os produtores, uma vez que podem causar esterilidade em espiguetas, afetando a produtividade. No entanto, as condições gerais de radiação solar e disponibilidade hídrica têm sido favoráveis, o que contribui para o desenvolvimento saudável das lavouras. A manutenção dessas condições até o final do ciclo é crucial para que as produtividades projetadas se concretizem.
Avaliação técnica e acompanhamento do desenvolvimento das lavouras
O monitoramento contínuo realizado pela Emater/RS-Ascar e pelo IRGA tem sido fundamental para avaliar o desenvolvimento da cultura do arroz no Rio Grande do Sul. Os dados coletados indicam um cenário produtivo dentro da normalidade, com foco especial nas regiões administrativas que apresentam estágios distintos da cultura. A avaliação técnica permite ajustar as expectativas de produção e orientar os agricultores sobre as práticas agrícolas recomendadas para maximizar rendimento e qualidade.
Fonte: www.agrolink.com.br





