Assédio sexual cresce e atinge 26% das meninas adolescentes no Brasil

Pesquisa do IBGE revela aumento preocupante do assédio sexual entre garotas de 13 a 17 anos em escolas públicas e privadas

Assédio sexual cresce e atinge 26% das meninas adolescentes no Brasil
Menina caminha com mochila em ambiente escolar, simbolizando o contexto do aumento do assédio sexual entre adolescentes no Brasil. Foto: Xia Yuan/Getty Images — Foto: Assédio sexual cresce entre meninas no Brasil  • Xia Yuan/Getty Images

Assédio sexual cresce e atinge 26% das meninas adolescentes no Brasil, revela pesquisa do IBGE realizada em 2024.

A pesquisa do IBGE divulgada em 2024 revela que o assédio sexual cresce e atinge 26% das meninas adolescentes no Brasil, com estudantes de 13 a 17 anos em escolas públicas e privadas sendo as principais afetadas. O levantamento foi realizado em conjunto com os Ministérios da Saúde e da Educação, e reflete um aumento preocupante da violência sexual contra jovens em um intervalo de cinco anos.

Panorama do aumento do assédio sexual entre adolescentes brasileiras

O cenário atual aponta que 18,5% dos estudantes afirmaram ter sofrido toques, beijos ou exposição de partes do corpo contra a vontade, um salto de 3,8 pontos percentuais comparado a 2019. A presença do assédio sexual em ambientes escolares e sociais evidencia um problema estrutural que compromete o desenvolvimento e o bem-estar das adolescentes.

Impactos psicológicos e sociais do assédio sexual na adolescência

O aumento do assédio sexual entre meninas adolescentes gera consequências profundas, incluindo transtornos emocionais, medo, baixa autoestima e evasão escolar. Especialistas alertam que a exposição precoce a esse tipo de violência afeta a confiança e o futuro dessas jovens, demandando políticas públicas mais efetivas e ações educativas nas escolas.

Medidas e políticas públicas para combater o assédio sexual em escolas

Diante do crescimento dos casos, governos e instituições reforçam a necessidade de programas de prevenção, campanhas de conscientização e formação para educadores sobre o reconhecimento e combate ao assédio sexual. Além disso, é fundamental o fortalecimento dos canais de denúncia e acolhimento para as vítimas, garantindo suporte psicológico e legal.

Desafios na coleta de dados e a importância da pesquisa do IBGE

A 5ª edição da PeNSE destaca a relevância de dados atualizados e precisos para entender a dimensão do problema e orientar políticas públicas. O desafio está em ampliar o alcance da pesquisa, garantir a segurança das entrevistadas e estimular o debate social para transformar os ambientes escolares em espaços seguros para todos.

O aumento do assédio sexual cresce e atinge 26% das meninas adolescentes no Brasil, conforme os dados do IBGE de 2024, trazendo um alerta para a sociedade sobre a urgência de ações que combatam essa violência e protejam as jovens em suas trajetórias educacionais e de vida.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Assédio sexual cresce entre meninas no Brasil  • Xia Yuan/Getty Images