A lenda dos Backrooms, surgida em 2019, se expandiu pela internet e agora ganha adaptação cinematográfica com Renate Reinsve e Chiwetel Ejiofor

A lenda dos Backrooms, iniciada por uma imagem anônima em 2019, evoluiu para uma complexa mitologia digital que agora inspira um filme de terror.
A lenda dos Backrooms e sua origem na internet
A lenda dos Backrooms nasceu em 2019 com a publicação de uma imagem aparentemente comum, mas que causou sensação de estranheza e inquietação entre os internautas. A foto retratava uma sala comercial vazia, originalmente capturada em 2003 durante a reforma de uma loja em Wisconsin, EUA. Essa imagem despertou a imaginação coletiva e deu início a uma narrativa colaborativa, que descreve os Backrooms como um vasto universo paralelo de salas e corredores intermináveis, iluminados artificialmente e com tonalidades amareladas, onde a realidade sofre uma falha.
Expansão e complexidade do universo dos Backrooms
Com o crescimento da lenda dos Backrooms, usuários da internet difundiram a ideia de que qualquer pessoa poderia acidentalmente entrar nesse universo alternativo, onde bilhões de quilômetros quadrados de espaços vazios se estendem sem fim. A comunidade passou a elaborar vários níveis, cada um com características próprias, incluindo ambientes alagados, labirintos, túneis claustrofóbicos e estruturas abstratas. Exemplos notáveis incluem o Nível 102, o Abismo de Água Doce, uma área inundada segura para beber água; o Nível 172, um labirinto de porões verdes; e o Nível 115, uma composição complexa de azulejos com padrões em roxo e verde.
A influência dos Backrooms no audiovisual e a produção cinematográfica
Kane Parsons foi um dos protagonistas na popularização da lenda ao produzir em 2022 um curta-metragem em 3D que simulava uma fita perdida mostrando uma visita aos Backrooms. Esse vídeo, com mais de 70 milhões de visualizações, transformou a narrativa de imagens estáticas em uma experiência visual imersiva, atraindo a atenção da indústria cinematográfica. Posteriormente, a história foi adaptada para o longa “Backrooms: Um Não-Lugar”, dirigido por Parsons, que retrata uma jornada macabra dentro desse universo paralelo.
Enredo do filme “Backrooms: Um Não-Lugar” e abordagem do horror liminar
Ambientado nos anos 1990, o filme acompanha Mary Kline, interpretada por Renate Reinsve, uma psicóloga que descobre os Backrooms durante sessões de terapia com Clark, personagem de Chiwetel Ejiofor. Após o colapso emocional provocado pela demolição da casa onde cresceu, Mary embarca numa investigação do universo dos Backrooms. O longa aposta no horror liminar, subgênero focado no medo provocado pela estranheza e vazio dos ambientes, ao invés da presença de monstros, utilizando a sensação constante de que algo está fora do lugar para causar tensão e terror.
Impacto cultural e continuidade da lenda dos Backrooms
A lenda dos Backrooms demonstra a força das narrativas colaborativas na internet, unindo elementos visuais, contos e vídeos para construir um universo ficcional rico e expansível. Apesar da vasta catalogação dos níveis, a comunidade mantém viva a ideia de que muitos espaços ainda aguardam ser descobertos ou criados. O sucesso audiovisual e o filme recente contribuem para perpetuar o interesse e a exploração desse fenômeno, que segue influenciando a cultura digital e o imaginário coletivo.






