Instituição revisa estimativas para cima diante de restrições na oferta e crescimento da demanda por biocombustíveis

Banco Mundial elevou projeções de preços para soja, milho, trigo e arroz em 2026 e 2027 diante de restrições na oferta
O Banco Mundial elevou suas projeções de preços internacionais para soja, milho, trigo e arroz em 2026 e 2027, segundo relatório Commodity Markets Outlook divulgado em 28 de outubro. As revisões apontam para cima em relação às expectativas apresentadas pela instituição em abril, diante de um cenário de restrições na oferta de grãos, dificuldades no comércio internacional e crescimento da demanda por biocombustíveis.
Para 2026, o preço médio projetado da soja em grão passou de US$ 441 para US$ 489 por tonelada, representando revisão de 10,9%. No milho, a estimativa subiu de US$ 211 para US$ 223 por tonelada. O trigo norte-americano HRW teve a maior revisão entre os três, passando de US$ 253 para US$ 311 por tonelada, avanço de 22,9%. Para o arroz tailandês com 5% de quebrados, a previsão foi elevada de US$ 401 para US$ 448 por tonelada.
O Banco Mundial também projeta novas altas em 2027, com a soja alcançando US$ 515 por tonelada, o milho US$ 235, o trigo US$ 353 e o arroz US$ 500 por tonelada. No conjunto, a instituição espera que os preços internacionais dos alimentos avancem 10,3% em 2026 e mais 7,2% em 2027. Para o índice de grãos, as elevações previstas são de 14,1% e 9,3%, respectivamente.
Segundo o relatório, os preços agrícolas estão sendo influenciados por uma combinação de fatores, incluindo os custos de energia, as dificuldades de transporte de produtos pelo Mar Negro e os riscos climáticos associados a um El Niño muito forte. Os fundamentos variam entre as culturas: enquanto a soja enfrenta uma demanda que cresce mais rapidamente que a produção, outros grãos apresentam perspectivas de redução da oferta mundial.
No caso da soja, o Banco Mundial projeta crescimento de 2% na produção mundial em 2026/27, o que representaria o sexto recorde consecutivo. Apesar disso, a demanda por biocombustíveis continua pressionando os preços para cima.







