Beontag desvia resíduos de autoadesivos de aterros com parceria de coprocessamento

Operações no Brasil representam 55% do volume global de resíduos da empresa e são essenciais para cumprir metas ambientais até 2030

Beontag desvia resíduos de autoadesivos de aterros com parceria de coprocessamento
Fábrica da Beontag em Campo Mourão, Paraná, onde funciona parceria de coprocessamento

Desde setembro de 2024, Beontag encaminha aparas geradas em Campo Mourão ao coprocessamento com a Verdera, transformando resíduos em combustível para fornos de cimento.

A Beontag desvia resíduos de autoadesivos para coprocessamento por parceria com a Verdera, unidade de gestão de resíduos da Votorantim Cimentos, desde setembro de 2024, na unidade de Campo Mourão, no Paraná.

As aparas geradas durante o processo produtivo de autoadesivos, formadas pela combinação de papel ou plástico com adesivo, apresentam dificuldades para reciclagem técnica e economicamente viáveis. Com a parceria, os resíduos são transformados em Combustível Derivado de Resíduos (CDR), utilizado como fonte de energia térmica nos fornos de fabricação de cimento.

As operações da Beontag no Brasil representam 55% do volume global de resíduos da companhia. O fato amplifica a importância das iniciativas brasileiras para o cumprimento das metas ambientais globais da empresa.

A companhia definiu metas e indicadores de sustentabilidade a partir de análise de materialidade, identificando a gestão de resíduos como tema ambiental prioritário. O tema integra a agenda de “Environmental solutions and circular economy”, um dos 11 temas materiais estabelecidos.

Entre os compromissos está a ampliação do percentual de resíduos desviados de aterros até 2030. Para a unidade de negócios de materiais gráficos e etiquetas (GLM), a meta é alcançar 90% de desvio de aterros até 2030. Para a unidade DTE (Digital Transformation Enabler), voltada a soluções tecnológicas e etiquetas inteligentes, o objetivo é chegar a 100%.

Em 2025, os indicadores globais da companhia chegaram a 62% de resíduos desviados de aterros na GLM e 72% na DTE. Segundo o Relatório de ESG de 2025 da Beontag, o Brasil superou a marca de 75% de desvio anual de resíduos de aterros.