Pesquisa Ipsos/Ipec revela que nove em cada dez pessoas temem efeitos na economia e relações internacionais do Brasil

Pesquisa revela que 90% dos brasileiros temem o impacto econômico da guerra no Oriente Médio, com preocupações sobre preços e relações internacionais.
O impacto econômico da guerra no Oriente Médio preocupa a maioria dos brasileiros
A pesquisa Ipsos/Ipec, divulgada recentemente, revela que o impacto econômico da guerra no Oriente Médio é motivo de preocupação para 90% dos brasileiros. Realizada entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, a sondagem indica que 65% dos entrevistados consideram que a economia brasileira será muito afetada pelo conflito, enquanto 25% acreditam em um impacto moderado.
Entre os principais receios da população destacam-se o aumento no preço do combustível, dos alimentos, da inflação e do gás. Essa apreensão reflete a sensibilidade da economia local frente às instabilidades geopolíticas internacionais, especialmente em uma região estratégica para a produção e transporte de petróleo.
Relações internacionais do Brasil em risco segundo a opinião pública
Além dos efeitos econômicos, a pesquisa aponta que 47% dos brasileiros acreditam que a guerra pode afetar muito as relações do país com outras nações. Outros 29% veem um impacto menor, enquanto 16% consideram que não haverá mudanças significativas nesse aspecto.
Esta percepção demonstra o entendimento da população sobre a importância da geopolítica para o posicionamento do Brasil no cenário global. A influência do conflito no Oriente Médio pode demandar ajustes nas políticas externas brasileiras, o que gera incertezas quanto ao futuro das alianças e parcerias comerciais.
A postura esperada do governo brasileiro diante do conflito
No que diz respeito à atuação do governo federal, 83% dos entrevistados defendem que o Brasil mantenha uma posição neutra em relação à guerra no Oriente Médio. Apenas 10% acreditam que o país deveria apoiar Israel e os Estados Unidos, enquanto 2% veem como adequado apoiar o Irã.
Essa preferência por neutralidade reflete um desejo por estabilidade e cautela na condução da política externa, evitando envolvimento direto em conflitos que possam agravar os impactos econômicos e diplomáticos para o país.
Contexto atual do conflito e seus desdobramentos
O conflito teve início em 28 de fevereiro, com ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra alvos no Irã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei, sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei. Estima-se que o conflito tenha causado ao menos 3.375 mortes no Irã até o momento.
Recentemente, foi anunciado um cessar-fogo, com suspensão das ofensivas e início de negociações para um acordo permanente. Apesar da trégua, as repercussões econômicas e políticas seguem impactando diversas regiões, inclusive o Brasil, dada a interdependência dos mercados globais.
Metodologia da pesquisa Ipsos/Ipec
O levantamento foi realizado com 2.000 entrevistas em 130 municípios brasileiros, abrangendo pessoas a partir de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa oferece um panorama claro das preocupações sociais e econômicas relacionadas à guerra no Oriente Médio, evidenciando o impacto direto das crises internacionais no cotidiano brasileiro e nas expectativas em relação à atuação governamental.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Raju Shinde/Hindustan Times vi





