Instituto AMMA e APADEVI apresentaram programas e solicitaram apoio financeiro para expandir serviços à comunidade municipal.

Instituto AMMA e APADEVI apresentaram trabalhos na Tribuna Livre e pediram recursos aos vereadores para continuidade de programas de proteção infantil e atendimento a pessoas com deficiência visual.
A Câmara Municipal de Ponta Grossa recebeu na Tribuna Livre nesta quarta-feira (30) representantes do Instituto AMMA e da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEVI) para apresentar seus trabalhos e solicitar apoio do Legislativo.
O Instituto AMMA, que atua no enfrentamento do abuso sexual infantil, foi representado por Fernanda Popoaski Szwaidak. Ela apresentou o programa “Clique Seguro: Círculos de diálogo para cuidar, conectar e proteger” e detalhou ações já promovidas, como palestras escolares e uma capacitação recente para a rede de proteção, com foco em justiça restaurativa e educação sexual.
A organização solicitou apoio dos vereadores para viabilizar o “Clique Seguro” nas escolas municipais. O programa tem como alvo crianças de seis a 11 anos e utiliza literatura para prevenir situações de violência, bullying, cyberbullying e riscos na internet.
Fernanda ressaltou o perigo da exposição de imagens infantis nas redes sociais e a necessidade de orientar as famílias sobre segurança digital: “Não podemos exigir que uma criança saiba se proteger de perigos, nem os adultos”. Ela colocou a entidade à disposição para treinar os parlamentares sobre como escutar e encaminhar relatos de abuso.
O Instituto pediu a destinação de recursos para o projeto no planejamento do próximo ano. De acordo com a entidade, essa proteção exige o envolvimento de diferentes setores da sociedade e deve ocorrer antes que situações de abuso aconteçam.
Em seguida, o diretor da APADEVI, John Lenon Ribeiro, detalhou o trabalho de 41 anos da entidade, que atende atualmente 217 pessoas cegas ou com baixa visão, de bebês a idosos. Ele enfatizou que a demanda municipal supera a capacidade da instituição e que a população idosa sofre com a falta de serviços específicos após a perda da visão.
O maior desafio apontado foi o financiamento. O repasse anual de R$ 1,5 milhão via Fundação de Assistência Social (FASPG) não cobre sequer a folha de pagamento mínima, segundo Ribeiro.
“Hoje nós estamos passando por uma enorme dificuldade com a parte de custeio”, afirmou Lenon, que defendeu a criação de um valor mínimo de repasse às instituições conveniadas. O diretor relatou que os recursos atuais não acompanham as despesas básicas com água e outros custos operacionais da associação.







