Especialista recomenda sementes de alto vigor e menor velocidade de semeadura para proteger produtividade na safra 2026/27

Excesso de chuva no Rio Grande do Sul reduz períodos adequados para semeadura de soja 2026/27. Especialista recomenda preparação antecipada e ajustes na população de plantas.
O excesso de chuva que volta a atingir o Rio Grande do Sul deverá transformar a implantação da safra de soja 2026/27 em uma operação de precisão. Com solos muito úmidos e a perspectiva de intervalos curtos entre novas precipitações, o produtor terá menos tempo para realizar a semeadura.
O vazio sanitário no estado se encerrou em 30 de setembro, e a partir de 1º de outubro está autorizado o plantio. Segundo Elmar Floss, diretor do Instituto Incia e especialista em soja, a autorização do Ministério da Agricultura para antecipar a semeadura permitiu o início dos trabalhos em municípios como São Borja e em áreas do Noroeste e das Missões.
Em Carazinho, no norte gaúcho, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva em curto período. Segundo Paulo Vargas, vice-presidente do Sindicato Rural do município, a expectativa regional é iniciar a semeadura entre 15 e 20 de outubro. Os produtores ainda trabalham na dessecação e preparação das áreas que receberão a soja.
Floss afirma que a expectativa é de janelas bastante curtas de semeadura, com poucos dias de condições favoráveis intercalados por novos períodos chuvosos. “Deu uma janela, deu condições de plantio, tem que trabalhar 24 horas, não pode perder”, afirma. Segundo ele, podem ocorrer períodos de apenas dois, três ou quatro dias adequados aos trabalhos de campo, seguidos novamente por quatro ou cinco dias de chuva.
A preparação antecipada passa a ser decisiva. Em Carazinho, Vargas reforça a necessidade de chegar à janela com toda a operação pronta. Máquinas e plantadeiras devem estar reguladas, equipamentos revisados e os produtos necessários já disponíveis na propriedade.
Entre as recomendações para proteger a produtividade estão o uso de sementes de alto vigor, menor velocidade de semeadura, ajuste de população e inoculação. O objetivo é evitar que a necessidade de aproveitar poucos dias sem chuva leve o produtor a entrar no campo em condições inadequadas, comprometendo o desenvolvimento das plantas.







