Casal é preso por produzir e vender atestados médicos falsos em Curitiba

Funcionário de hospital e mulher foram detidos com carimbos clonados, tablets e materiais de impressão de alta precisão

Casal é preso por produzir e vender atestados médicos falsos em Curitiba
Carimbos clonados com nomes de médicos e dentistas foram apreendidos Foto: PCPR — 1 de 1
Carimbos clonados com nomes de médicos e dentistas foram apreendidos — Foto: PCPR

Duas pessoas foram presas nesta segunda-feira (28) em Curitiba por produzir e vender atestados médicos falsos via aplicativo de mensagens

Duas pessoas foram presas nesta segunda-feira (28) em Curitiba suspeitas de produzir e vender atestados médicos falsos. Um deles era funcionário de um hospital na Região Metropolitana de Curitiba.

A Polícia Civil (PC-PR) investigou um esquema de negociação de documentos falsificados pela internet. Segundo a corporação, os atestados traziam diagnósticos como intoxicação alimentar e cálculo renal.

“A análise revelou um esquema estruturado no qual atestados falsos, com diagnósticos retroativos como intoxicação alimentar e cálculo renal, eram negociados via aplicativo de mensagens”, disse o delegado Hormínio de Paula Lima Neto.

Os mandados foram cumpridos nos bairros Boqueirão e Novo Mundo. O homem detido possui histórico criminal anterior por falsificar documentos e facilitar acesso a insumos hospitalares. A mulher tinha antecedentes por furto, conforme informou a polícia. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A operação apreendeu dezenas de atestados médicos em branco, carimbos clonados de médicos, dentistas e pedagogas, materiais para impressão de alta precisão, tablets, aparelhos celulares, munições de arma de fogo e comprovantes bancários. Conforme a corporação, todo o material será submetido a perícia técnica na Polícia Científica.

Os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional. De acordo com a PC-PR, podem responder por falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual e associação criminosa.

A investigação é resultado de relatórios de inteligência derivados de uma ação registrada há quase um ano, em 29 de outubro de 2025. A prisão resultou de integração entre informações da Polícia Militar e da Polícia Civil.